Desaprovação de Lula sobe e chega a 53,5%, pior patamar em 10 meses
A desaprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) subiu para 53,5% e atingiu o pior patamar em cerca de 10 meses, segundo pesquisa AtlasIntel divulgada nesta quarta-feira, 25.
O levantamento ainda mostra que 45,9% dos brasileiros aprovam a gestão, enquanto 0,6% não souberam ou não responderam.
Na comparação com fevereiro, quando a desaprovação estava em 51,5%, houve avanço de 2 pontos percentuais. Já a aprovação recuou levemente em relação aos 46,6% registrados no levantamento anterior.
Com o movimento, a diferença entre desaprovação e aprovação se ampliou. Os dados confirmam a tendência observada desde o fim de 2025, quando a popularidade de Lula, que mostrava recuperação, apresentou queda.
A avaliação do governo segue a mesma tendência. O percentual de brasileiros que consideram a gestão ruim ou péssima chegou a 49,8%, enquanto 40,6% avaliam como ótima ou boa.
Já os que classificam o governo como regular somam 9,6%.
Desaprovação é maior entre jovens, homens e evangélicos; Lula vai melhor entre mulheres e no Nordeste
Os dados mostram que a desaprovação de Lula é mais intensa em grupos específicos do eleitorado, com destaque para homens (63,1%), jovens de 16 a 24 anos (72,7%) e eleitores evangélicos, onde a rejeição chega a 85,5%.
O presidente também enfrenta maior resistência em regiões como o Centro-Oeste (65,9%), Norte (63,9%) e Sul (60,2%), além de entre eleitores com ensino médio (63,5%) e renda entre R$ 3 mil e R$ 5 mil (60,6%).
Por outro lado, Lula apresenta desempenho mais favorável entre mulheres, com 53,9% de aprovação, e no Nordeste, onde 55,6% avaliam positivamente o governo.
O presidente também registra vantagem entre eleitores mais velhos, especialmente na faixa de 45 a 59 anos (56,0%), além de grupos com menor escolaridade, como aqueles com ensino fundamental (53,2%).
A pesquisa AtlasIntel entrevistou 5.028 brasileiros adultos entre os dias 18 e 23 de março de 2026, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR).
A margem de erro do levantamento é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com número 04227/2026.
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