Disputa interna cresce no Partido Trabalhista britânico
“Precisamos de uma disputa real, com os melhores nomes disponíveis, e eu estarei nela”, declarou Streeting durante um evento em Londres, após um discurso seguido por perguntas do público.
Streeting deixou o cargo de ministro da Saúde na quinta-feira. Segundo ele, a decisão foi motivada pela perda de confiança em Starmer após o mau desempenho do Partido Trabalhista nas eleições locais realizadas em 7 de maio.
Ligado à ala mais à direita do partido e apontado como um dos principais adversários internos de Starmer, Streeting ainda não oficializou sua candidatura. Para entrar formalmente na disputa, ele precisará do apoio de 81 deputados.
O ex-ministro afirmou contar atualmente com apoio dentro da bancada trabalhista, mas disse preferir aguardar até que todos os possíveis candidatos estejam aptos a participar da corrida.
Entre os nomes citados por Streeting está o prefeito da Grande Manchester, Andy Burnham, que precisaria primeiro conquistar uma cadeira no Parlamento para disputar a liderança do partido.
Burnham é considerado o nome mais popular entre os trabalhistas e representa a ala esquerda da legenda.
Apesar da pressão interna, Keir Starmer afirma que não pretende renunciar, mesmo após cerca de 25% dos deputados trabalhistas defenderem sua saída.
Além de Wes Streeting, outros quatro secretários de Estado deixaram seus cargos para demonstrar falta de confiança no primeiro-ministro.
*Com informações da AFP
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