Divisão de robótica da BlackBerry vira aposta na corrida pela IA física de carros
O principal argumento utilizado por investidores para justificar a recuperação da BlackBerry está longe dos smartphones. O foco agora é a divisão QNX, software que a companhia posiciona como um sistema operacional para veículos autônomos e robôs.
A empresa anunciou recentemente uma parceria com a Nvidia para levar a tecnologia QNX à plataforma de robótica da fabricante de chips.
O movimento coloca a BlackBerry em uma das áreas mais promissoras da indústria de inteligência artificial: a chamada IA física, conceito que envolve máquinas capazes de interagir diretamente com o mundo real.
A tese ganhou força após declarações recorrentes de Jensen Huang, CEO da Nvidia, que defende que a próxima fase da inteligência artificial será marcada pela expansão dos robôs inteligentes.
Para a BlackBerry, o principal desafio da robótica não está no hardware, mas no software que coordena operações complexas com segurança e confiabilidade.
O QNX já possui presença relevante no setor automotivo, especialmente em sistemas embarcados utilizados por fabricantes de veículos.
Agora, a companhia busca expandir essa expertise para aplicações industriais, logísticas e de automação avançada.
A estratégia tenta reposicionar a empresa como fornecedora de infraestrutura digital para um mercado que ainda está em estágio inicial, mas que pode movimentar bilhões de dólares nos próximos anos.
De pioneira dos smartphones a aposta em robôs
A BlackBerry foi uma das empresas mais importantes da primeira geração da computação móvel, dominando o mercado corporativo antes da ascensão do iPhone e do Android.
Duas décadas depois, a companhia tenta escrever um novo capítulo ao associar sua tecnologia a veículos autônomos e sistemas robóticos.
Se a aposta se confirmar, a empresa poderá repetir um papel semelhante ao que desempenhou na era dos smartphones: fornecer a camada de software por trás de uma transformação tecnológica mais ampla.
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