Dólar cai e chega a R$ 5,15 com crença em fim da guerra no Irã
O dólar à vista iniciou as negociações desta quarta-feira, 1º de abril, em queda frente ao real, em linha com o movimento observado no exterior. A melhora no apetite global por risco continua sustentando moedas emergentes, mesmo com a permanência das tensões no Oriente Médio, que seguem como principal fator de incerteza para os mercados.
Às 9h55, a moeda americana registrava ligeiro recuo de 0,09%, cotada a R$ 5,174. Logo após a abertura, às 9h, chegou a tocar R$ 5,15, o menor nível desde 11 de março.
No cenário internacional, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, caía 0,41%, aos 99,48 pontos, reforçando a pressão sobre a divisa.
Apesar da continuidade dos conflitos, que envolvem Estados Unidos, Irã e Israel e já chegam ao 33º dia, os mercados seguem reagindo a sinais de possível desescalada.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirma que pretende encerrar a ofensiva nas próximas semanas, enquanto autoridades iranianas mantêm um discurso mais duro, descartando negociações diretas no momento.
Os ataques continuam em múltiplas frentes, com bombardeios em Teerã e retaliações com mísseis em território israelense, além da ampliação das ofensivas por aliados do Irã na região. Ainda assim, a recente queda nos preços do petróleo, diante da expectativa de redução das tensões, contribui para aliviar a percepção de risco global.
Repercussão ADP dos EUA
A agenda do dia também entra no radar dos investidores, com atenção voltada a indicadores da economia americana e aos dados de fluxo cambial no Brasil, que podem influenciar o comportamento da moeda ao longo da sessão.
Entre eles estão o Automatic Data Processing (ADP), em parceria com o Stanford Digital Economy Lab, o setor privado dos Estados Unidos abriu 62 mil vagas de trabalho em março. O resultado ficou muito acima da estimativa média dos analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que apontava para a abertura de 39 mil vagas.
Na véspera, o dólar fechou em forte queda de 1,32%, a R$ 5,1786, na mínima do dia, acompanhando o alívio no cenário externo. Apesar do recuo, a moeda acumulou alta de 0,87% em março, em meio à volatilidade provocada pela guerra. No ano, porém, ainda registra queda de 5,65% frente ao real.
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