Douglas Ruas assume a presidência da Alerj e entra na linha sucessória para o governo do Rio
Em eleição extraordinária, o deputado Douglas Ruas (PL) foi eleito o novo presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) nesta quinta-feira, 26. A decisão ocorreu por 45 votos a o.
Com a vitória, de acordo com a linha sucessória, Ruas deve assumir também o cargo de governador em exercício do Rio. Atualmente, essa posição é ocupada por Ricardo Couto desde a renúncia de Cláudio Castro, que se tornou inelegível recentemente.
Em seu primeiro discurso após ser eleito presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, o deputado Douglas Ruas (PL) afirmou que o estado atravessa um cenário político fora do padrão e declarou orgulho pela escolha feita pelos parlamentares. O novo presidente da Alerj classificou o momento como de “excepcionalidade jamais visto” na política fluminense.
" Todos nós sabemos que o Estado do Rio de Janeiro passa por um momento de excepcionalidade jamais visto antes, e é nesse momento que nós sabemos quem verdadeiramente tem compromisso com os mais 16 milhões de cidadãos do Rio de Janeiro, que esperam de todos nós que ocupamos um cargo público sair de casa pela manhã e fazer nossa parte para garantir que os serviços públicos sejam entregues com qualidade", afirmou Ruas, ex-secretário de Cidades na gestão de Cláudio Castro.
Novo governador do Rio
Com a renúncia de Cláudio Castro e a ausência de vice-governador, o comando da Alerj passa a ocupar interinamente o Executivo estadual até a realização de eleição indireta.
Durante o discurso, Ruas agradeceu o apoio do então presidente da Casa, Guilherme Delaroli, a quem chamou de "amigo antes da política". Ele mencionou o período em que Delaroli esteve à frente da Alerj e afirmou que a condução ocorreu com firmeza em um contexto considerado difícil.
Ruas não abordou diretamente os fatores que levaram Delaroli à presidência. A mudança ocorreu após o afastamento de Rodrigo Bacellar, que deixou o cargo após ser preso pela Polícia Federal, em dezembro, sob acusação de vazamento de informações relacionadas a operações sobre o Comando Vermelho.
Bacellar vinha protocolando pedidos sucessivos de licença para tratar de interesses particulares. O parlamentar teve o mandato cassado nesta terça-feira após condenação por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022 pelo Tribunal Superior Eleitoral.
O Partido Social Democrático (PSD), legenda ligada ao ex-prefeito Eduardo Paes, ingressou com mandado de segurança no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro para tentar barrar a eleição. A sigla argumenta que o Tribunal Regional Eleitoral ainda não definiu o substituto da vaga de Bacellar e aponta supostas irregularidades regimentais no processo de votação.
*Com informações da Agência O Globo.
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