Ela alcançou o primeiro milhão aos 22 anos — agora vendeu seu app fitness por US$ 400 milhões
A australiana Kayla Itsines construiu um dos maiores negócios globais do fitness digital, tornou-se milionária aos 22 anos e vendeu seu aplicativo "Sweat" por US$ 400 milhões.
Ainda assim, foi um investimento fora do universo da tecnologia, um posto de gasolina, que garantiu seu primeiro fluxo de caixa recorrente e pagou despesas básicas como o aluguel. As informações foram retiradas de Fortune.
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Da influência digital ao primeiro milhão
Kayla Itsines ganhou projeção global ao lançar o programa de exercícios Bikini Body Guide (BBG), que ela cofundou e financiou com recursos próprios. O modelo rapidamente ganhou escala e levou a empreendedora ao status de milionária ainda no início da carreira. Com o crescimento da base de usuários, o negócio evoluiu para o aplicativo Sweat, que formou uma comunidade online de cerca de 50 milhões de pessoas.
Seis anos após o lançamento, Itsines vendeu o aplicativo para a plataforma iFIT por US$ 400 milhões, consolidando um dos maiores exits do setor de fitness digital. O sucesso, no entanto, não alterou sua abordagem em relação à gestão financeira pessoal e patrimonial.
Fluxo de caixa fora do digital
Apesar do valuation elevado do negócio principal, Itsines afirmou que o primeiro investimento que efetivamente gerou renda direta foi a compra de um posto de gasolina. Segundo ela, o ativo passou a gerar recursos suficientes para cobrir despesas recorrentes, como o aluguel.
“De todos os milhões de dólares, é muito legal receber aluguel de um posto de gasolina”, disse a empreendedora em entrevista ao podcast The School of Hard Knocks. A decisão representou uma mudança deliberada na estratégia de alocação de capital, priorizando ativos com geração de caixa previsível fora do ambiente digital.
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Diversificação como princípio financeiro
Itsines afirmou que não concentrou seus recursos em um único tipo de ativo, mesmo após o sucesso do aplicativo. A empreendedora defende a diversificação patrimonial como forma de reduzir riscos associados a negócios altamente dependentes de plataformas digitais.
“Não coloque todos os seus ovos na mesma cesta”, disse. Segundo ela, a dependência excessiva da internet pode se tornar um risco estrutural, o que reforçou sua decisão de investir em setores tradicionais, com receitas menos voláteis.
Lógica patrimonial adotada por grandes investidores
A estratégia de Itsines se alinha a princípios clássicos de gestão financeira adotados por investidores de longo prazo. A Fortune cita exemplos como Warren Buffett, que começou a construir seu patrimônio ainda jovem e sempre defendeu o efeito dos juros compostos ao longo do tempo.
Outros líderes do mercado financeiro também reforçam a importância de testar estratégias, ganhar familiaridade com investimentos e evitar a concentração excessiva em ativos que não geram valor produtivo. O operador da Bolsa de Nova York Peter Tuchman, por exemplo, alerta contra a compra de bens de luxo como forma de investimento, defendendo a alocação em empresas e ativos geradores de valor.
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Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Das pequenas startups até as grandes corporações, o desafio é parecido: manter o controle financeiro e tomar decisões estratégicas. E essa não é uma responsabilidade apenas da alta liderança. Independente do cargo, saber como equilibrar receitas, despesas e investimentos é essencial.
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