Ela trabalha em Harvard e criou um negócio para ‘tratar’ quem se apaixonou por uma IA
Amelia Miller construiu uma carreira de sucesso como pesquisadora de inteligência artificial. Aos 29 anos, ocupa um cargo de destaque na Universidade de Harvard, considerada uma das melhores do mundo.
Ainda assim, decidiu assumir um segundo emprego: atua como "terapeuta" para pessoas que desenvolvem conexões emocionais com chatbots de IA.
Segundo Miller, seu papel é apoiar esses indivíduos para que a inteligência artificial não ocupe espaços que deveriam ser preenchidos por pessoas reais. Seus principais clientes são homens que atuam no setor de tecnologia – e a procura tem sido alta. "Estou aceitando tantas pessoas quanto a minha disponibilidade permite no momento", afirmou à CNBC Make It.
A demanda pelos serviços de Miller se reflete em dados recentes. Um estudo publicado na revista científica JAMA Network apontou que 10% dos adultos nos Estados Unidos relataram uso diário de IA generativa. Além disso, níveis mais elevados de uso foram associados a um aumento moderado nos sintomas depressivos, com probabilidade 30% maior de depressão – ao menos moderada – entre os que a utilizam diariamente, sobretudo entre os jovens.
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Muitos desses usuários recorrem à IA como terapeuta, de acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da Harvard Medical School e da Escola de Saúde Pública da Universidade Brown. Aproximadamente dois terços "buscaram aconselhamento mensalmente ou com mais frequência", constatou o levantamento, que entrevistou 1.058 jovens entre 12 e 21 anos.
Miller, no entanto, não pretende ocupar o lugar de um terapeuta. "Meu objetivo é ajudar as pessoas a estarem mais atentas às maneiras pelas quais conversar com chatbots pode reconfigurar suas expectativas em relação aos relacionamentos humanos e seus desejos de participar deles", afirma.
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