Ele vai faturar R$ 12 milhões com máquinas que limpam capacete de moto

Por Guilherme Gonçalves 2 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ele vai faturar R$ 12 milhões com máquinas que limpam capacete de moto

São Paulo possui cerca de 10 milhões de motociclistas, segundo dados da Associação Brasileira dos Motociclistas (ABRAM). Entre tantos que dependem da moto para o dia a dia, surgem demandas que talvez nem eles soubessem que precisavam.

A PitCap, empresa criada no final de 2025, desenvolveu uma máquina para higienizar capacetes de moto. A ambição do fundador da marca, Antony Fedlallah, é ganhar espaço no mercado brasileiro expandindo por franquias e faturar R$ 12 milhões até o final de 2026.

A inspiração para o negócio veio de uma viagem aos Estados Unidos, onde Fedlallah observou uma cena curiosa: motociclistas em fila para higienizar seus capacetes.

"Eu vi a fila e, como um bom brasileiro, fiquei curioso para entender o que estava acontecendo. Quando percebi que era um processo de higienização de capacetes, me interessei, mas não consegui obter muita informação na hora", conta o fundador, que antes de se lançar nesse novo projeto, tinha lojas de confecção no Brás, em São Paulo.

Ao voltar ao Brasil, ele decidiu pesquisar mais sobre o que viu lá fora. Depois, durante uma viagem à China para encontrar outras versões da tecnologia, o conceito de higienização de capacetes se mostrou ainda mais promissor.

"O Brasil tem uma grande quantidade de motoqueiros. A maioria possui, pelo menos, dois capacetes, e isso abre um mercado potencial", afirma.

Como a PitCap quer crescer

Diferente de empreendedores que optam por importar soluções prontas, a PitCap fabrica suas máquinas no Brasil.

"Optamos por produzir localmente para ter mais controle sobre o processo. A manutenção e a reposição de peças seriam mais fáceis se houvesse qualquer problema. A nossa máquina é 100% nacional", explica. "O feedback tem sido muito positivo, e o processo é muito simples. Leva apenas 4 minutos para higienizar um capacete, que sai livre de vírus e bactérias", complementa.

Hoje, a PitCap possui oito máquinas instaladas em pontos estratégicos de São Paulo e no interior paulista, como postos de gasolina e supermercados. A empresa, porém, tem planos ambiciosos de expandir para outras regiões do Brasil por meio de franquias.

"O modelo de franquia oferece a oportunidade de qualquer empreendedor investir e operar uma unidade. O custo inicial é acessível: R$ 6 mil de taxa de franquia e R$ 17,5 mil pela máquina. A partir da quinta máquina, o franqueado não paga mais a taxa", detalha o fundador.

Com esse modelo, o objetivo é chegar a 200 a 300 unidades em funcionamento até o final de 2026.

"A ideia é que a franquia seja escalável e, ao mesmo tempo, acessível. Já temos franqueados de Minas Gerais e Sobral e continuamos recebendo muitos interessados", destaca.

Como é o serviço da PitCap

O serviço custa R$ 10 por lavagem. A máquina funciona de forma totalmente automatizada: o usuário coloca o capacete no compartimento, faz o pagamento e, em seguida, a máquina realiza a higienização com vapor e raios UV. Em menos de 4 minutos, o capacete sai limpo, higienizado e perfumado.

"Com um bom ponto de venda, é possível ter um faturamento significativo. O processo é rápido e simples, e a manutenção é mínima", afirma o fundador. Nosso foco é atender a uma demanda crescente, oferecendo um serviço simples, eficaz e com bom retorno financeiro para os franqueados", conclui o fundador.

A frota nacional de motocicletas cresceu 42% no período de uma década, de 2015 a 2024, ano em que o total de veículos motorizados de duas rodas atingiu 35 milhões no país. Os dados são da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo).

Esse volume ganhou outro impulso com os aplicativos de transporte e entrega: plataformas como Uber, 99 e iFood passaram a ter categorias ou operações ligadas a motos, ampliando o uso diário do capacete nas grandes cidades.

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