Eleições no Peru: Keiko Fujimori lidera pesquisas boca-de-urna
A candidata presidencial de direita Keiko Fujimori lidera as pesquisas de boca de urna para o segundo turno das eleições presidenciais do Peru, marcado para 7 de junho, segundo institutos de pesquisa que divulgaram seus resultados após a votação de domingo.
De acordo com o Datum, Fujimori recebeu 16,5% dos votos, seguida pelo ultraconservador Rafael López Aliaga com 12,8%, o centro-direita Jorge Nieto com 11,6% e o direitista Ricardo Belmont com 10,5%.
Com uma amostra de 18.144 entrevistados, o Ipsos informou que Fujimori recebeu 16,6% dos votos, o esquerdista Roberto Sánchez 12,1%, Belmont 11,8%, López Aliaga 11% e Nieto, 10,7%.
Com essas pesquisas, a candidata da Força Popular e herdeira política do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000) parece ser a única com vaga garantida no segundo turno das eleições presidenciais, enquanto todos aguardam os primeiros resultados oficiais das autoridades eleitorais nas próximas horas.
O presidente do Ipsos Peru, Alfredo Torres, disse à Latina TV que os resultados das pesquisas de boca de urna podem mostrar um viés a favor de candidatos que não eram os favoritos em Lima, devido ao número de eleitores que não compareceram às urnas na capital.
Problemas na votação
O dia foi marcado por problemas na distribuição de material eleitoral em diversos distritos de Lima, o que causou atrasos no início da votação e chegou a impedir o voto em 211 seções eleitorais da capital, deixando 63.300 pessoas impossibilitadas de exercer seu direito de voto.
Essa situação motivou investigações do Ministério Público, da Junta Nacional de Justiça e da Junta Nacional de Eleições contra o chefe do Escritório Nacional de Processos Eleitorais (ONPE), Piero Corvetto, e a empresa de transporte responsável pela distribuição de material eleitoral em Lima e na província vizinha de Callao.
Mais de 27,3 milhões de peruanos foram às urnas neste domingo para eleger seus representantes para o mandato de 2026-2031, incluindo o de presidente. O país teve oito governantes nos últimos dez anos, em meio a uma espiral de crises políticas.
Nenhum candidato à presidência tem chances de obter a maioria dos votos no primeiro turno para ser declarado vencedor, portanto haverá um segundo turno entre os dois candidatos mais votados.
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