Em 2007, a Apple transformava o mundo com o revolucionário iPhone

Por Maria Eduarda Cury 1 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Em 2007, a Apple transformava o mundo com o revolucionário iPhone

A conferência Macworld Expo viu os maiores feitos da Apple, que celebra 50 anos de existência em 2026, no mercado de tecnologia desde a concepção da estratégia de marketing. Um deles, logicamente, é o lançamento do iPhone. Em uma manhã de janeiro de 2007 em São Francisco, na Califórnia, Steve Jobs disse ao público presente que a empresa da maçã estava reinventando como celulares, antes com aspecto pesado e teclados maiores do que as telas, seriam vistos.

Jobs começou a apresentação com uma provocação deliberada. Disse ao público que a Apple estava prestes a anunciar "três produtos revolucionários": um iPod de tela widescreen sensível a toques, um telefone celular revolucionário e um dispositivo de internet "quebrador de barreiras", nas palavras dele. Todos os anúncios foram seguidos de uma pausa para aplausos, que cresciam a cada fala do executivo.

Mas o segredo que marcaria a conferência estava escondido como o quarto produto a ser anunciado. Era um item que misturaria todas as três novidades mencionadas anteriormente: iPhone. "Hoje, a Apple irá reinventar o telefone", disse o executivo, que precisava agora convencer a audiência como um único aparelho conseguiria simplificar operações antes divididas em três itens divergentes.

Tela 'faz-tudo' marcou nova tendência

O que tornava o iPhone diferente de tudo que existia não era apenas o design elegante em alumínio e vidro. Era a aposta considerada radical em uma interface completamente baseada em toque, sem caneta, sem teclado físico, sem botões considerados desnecessários pela empresa. A ideia era simplesmente transformar a tela no produto principal da linha.

O projeto, conduzido sob o codinome "Purple", havia consumido centenas de engenheiros da Apple por quase três anos. Jobs queria que o vidro da tela fosse resistente a arranhões e procurou a Corning, fabricante do Gorilla Glass, para produzir o material em escala industrial em apenas alguns meses e substituir o material de plástico que estaria presente no lançamento.

O iPhone chegou ao mercado americano em 29 de junho de 2007, com filas que contornavam quarteirões em Nova York, Los Angeles e São Francisco. Em seu primeiro fim de semana, foram vendidas 270 mil unidades. Os analistas que haviam apostado no fracasso do aparelho, incluindo o então CEO da Microsoft, Steve Ballmer, que disse em entrevista que o iPhone "nunca teria sucesso" por não ter teclado.

Quase duas décadas depois, o impacto do iPhone é difícil de superestimar. O aparelho não apenas criou um mercado de smartphones de massa: ele redefiniu como o público se relaciona, trabalha, se informa e se diverte. Dentro e fora da conexão digital. Aplicativos de delivery, redes sociais, bancos digitais, mapas em tempo real, chamadas de vídeo: praticamente todo o comportamento contemporâneo tem uma linha direta com aquela manhã de janeiro em São Francisco.

Hoje, o smartphone é o produto mais rentável à Apple e contribui frequentemente para mais da metade percentual do faturamento a cada análise. Além disso, a linha domina a lista de dispositivos móveis mais vendidos em 2025, conforme a Counterpoint. Dentre os 10 celulares mais vendidos ao longo do ano, 7 são da marca iPhone e os três restantes são da rival Samsung, reforçando a dominância da maçã no mercado que revolucionou há 19 anos.

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