Esta startup vai abrir uma loja física no meio da Paulista para vender IA

Por Daniel Giussani 7 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Esta startup vai abrir uma loja física no meio da Paulista para vender IA

Em um setor dominado por produtos digitais, uma startup brasileira decidiu ir na direção oposta.

A Inner AI, que desenvolve ferramentas de inteligência artificial, vai abrir uma loja física no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, em São Paulo, para apresentar seu novo produto ao público.

A empresa acaba de levantar 30 milhões de reais e quer usar o espaço como um ponto de demonstração do Squad.com, plataforma baseada em agentes de IA.

Na prática, são sistemas que cuidam de tarefas como responder clientes no WhatsApp, criar campanhas de marketing e organizar cobranças, com pouca intervenção do usuário.

A lógica da plataforma é resolver um dos principais gargalos do setor. “As pessoas não sabem o que perguntar”, diz Pedro Salles, CEO da Inner AI. "Então com agentes autônomos, eles dão a resposta antes de fazer a pergunta".

Já a lógica da loja é ter um espaço físico para tirar dúvidas e ajudar no processo de on boarding da plataforma.

Os desafios de implantação

A dificuldade de uso tem limitado a adoção da inteligência artificial fora de perfis mais técnicos.

Mesmo com a popularização de ferramentas como ChatGPT, grande parte dos usuários ainda não consegue aplicar a tecnologia na rotina de trabalho.

É nesse ponto que a Inner tenta agir. No espaço físico, o usuário poderá agendar um horário e sair com os agentes configurados — em um modelo parecido com o Genius Bar, da Apple, onde especialistas ajudam na configuração dos dispositivos.

Por que abrir uma loja para vender IA

A decisão vai contra o padrão do mercado, que aposta em distribuição 100% online. No caso da Inner, a escolha reflete uma leitura mais prática do problema: sem entender como usar, o cliente não fica.

O novo produto da empresa tenta reduzir essa barreira ao automatizar tarefas. Em vez de depender de comandos, os agentes sugerem ações e executam rotinas do negócio.

“O nosso objetivo foi criar algo simples o suficiente para qualquer pessoa usar”, diz Salles.

No fim, a loja funciona como um teste: se ensinar o cliente presencialmente for o que destrava o uso de IA, o modelo pode ganhar espaço.

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