Eta Aquáridas: quando e como ver a chuva de meteoros no Brasil
A chuva de meteoros Eta Aquáridas, uma das mais intensas do calendário astronômico, atinge seu pico nesta terça-feira, 5, e quarta-feira, 6, e terá melhor visibilidade no Hemisfério Sul, incluindo o Brasil. O fenômeno ocorre durante a madrugada, com maior concentração de meteoros nas horas que antecedem o amanhecer.
De acordo com a American Meteor Society, o melhor momento para ver as chamadas “estrelas cadentes” acontece quando a constelação de Aquário se eleva no céu — região de onde os meteoros parecem surgir.
Qual o melhor horário para ver a chuva de meteoros?
A janela de visibilidade é curta. Em geral, os primeiros meteoros começam a aparecer por volta das 3h da manhã, com aumento gradual da atividade até o nascer do sol.
No Hemisfério Sul, a posição mais alta da constelação favorece a visualização. Em condições ideais, a organização científica destaca que é possível observar até 40 meteoros por hora, embora esse número costume ser menor na prática.
Como ver a chuva de meteoros Eta Aquáridas
Para a observação, não é exigido telescópio e pode ser feita a olho nu, desde que o local seja adequado.
Para melhores resultados:
Neste ano, a presença de uma Lua minguante ainda bastante iluminada deve atrapalhar a observação. O brilho reduz o contraste do céu e dificulta a visualização dos meteoros mais fracos.
Com isso, a taxa pode cair para menos de 10 meteoros por hora em várias regiões. Ainda assim, os meteoros mais brilhantes continuam visíveis, principalmente em áreas com céu escuro e limpo.
O que é o cometa Halley e qual a relação com o fenômeno
A chuva de meteoros Eta Aquáridas é formada por fragmentos deixados pelo Cometa Halley. Ao cruzar essa trilha de detritos, a Terra faz com que essas partículas entrem na atmosfera e se desintegrem, criando os rastros luminosos.
Esses meteoros estão entre os mais rápidos, podendo atingir cerca de 64 km por segundo e deixando trilhas visíveis por alguns instantes.
O cometa Halley foi observado pela última vez em 1986 e tem uma órbita de aproximadamente 76 anos. A próxima passagem próxima à Terra está prevista para 2061. Até lá, fenômenos como as Eta Aquáridas e as Orionídeas são as principais oportunidades de observar vestígios desse corpo celeste.
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