Ex-presidente FHC é interditado após diagnóstico de Alzheimer e esposa desabafa
A situação de saúde do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso trouxe à tona uma decisão delicada envolvendo sua família e a Justiça. Aos 94 anos, o político teve sua interdição solicitada pelos filhos Paulo Henrique, Luciana e Beatriz, diante do avanço do quadro de Alzheimer. A medida implica que ele deixe de responder diretamente por decisões civis, incluindo questões financeiras e patrimoniais, passando essa responsabilidade a um curador legal.
De acordo com informações divulgadas pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, a esposa do ex-presidente, Patrícia Kundrát, manifestou concordância formal com o pedido apresentado pelos filhos. A decisão judicial foi determinada pela juíza Ana Lúcia Xavier Goldman, da 2ª Vara da Família e Sucessões de São Paulo, que estabeleceu um prazo de 15 dias para que a anuência fosse oficializada — o que acabou sendo cumprido dentro do período estipulado.
Curatela e responsabilidades legais
Com a definição judicial, Paulo Henrique Cardoso foi nomeado como curador e responsável legal do pai. O filho já exercia funções semelhantes anteriormente, cuidando tanto da rotina quanto das finanças de Fernando Henrique Cardoso, respaldado por uma procuração prévia. A harmonia entre os familiares e o consenso entre os irmãos foram fatores relevantes para a decisão, conforme apontado no processo, que também se baseou em laudos médicos anexados.
Pela legislação brasileira, a interdição é aplicada quando uma pessoa é considerada incapaz de conduzir determinados aspectos da vida civil, sendo necessária a nomeação de alguém de confiança para assumir essa função. Nesse contexto, o curador passa a responder legalmente pelo interditado, devendo prestar contas regularmente à Justiça para garantir que os direitos e interesses do assistido sejam preservados ao longo do tempo.
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