Exclusivo: Com Senna Tower, FG fatura mais de R$ 1 bilhão em 2025
A FG Empreendimentos fechou 2025 com receita líquida de R$ 1,36 bilhão, alta de 20%. O lucro de R$ 503 milhões, com margem de 37%. Parte relevante desse desempenho veio de um projeto emblemático: o Senna Tower, em Balneário Camboriú, que respondeu por cerca de 16% do resultado no período.
“Mais do que o impacto financeiro, trata-se de um projeto que eleva o posicionamento global da companhia no segmento de altíssimo padrão”, afirma o CEO Jean Graciola com exclusividade à EXAME.
Segundo o executivo, os números refletem uma estratégia baseada em produtos de alto padrão, com foco em rentabilidade e eficiência operacional. Um dos pilares desse modelo é o financiamento direto ao cliente, estruturado com capital próprio ao longo dos anos.
Hoje, mais de 90% das vendas são feitas nesse formato. Na prática, isso permite à companhia oferecer prazos de até 120 meses — com planos de chegar a 160 meses até 2027 — e reduzir a exposição às oscilações de juros. “Enquanto o mercado depende do crédito, nós construímos nossa própria capacidade financeira”, diz.
Além do desempenho financeiro, a companhia destaca a execução como diferencial. Em 2025, foram entregues quatro empreendimentos, três deles antecipados, somando 333 unidades e mais de 110 mil metros quadrados construídos, com tíquetes médios entre R$ 4,2 milhões e R$ 35 milhões.
Para a empresa, projetos como o Senna Tower sintetizam essa estratégia. Mais do que impulsionar resultados no curto prazo, funcionam como ativos de posicionamento. “Empreendimentos dessa magnitude não impactam apenas números, eles reposicionam marcas”, afirma Graciola. “É um marco que redefine o patamar da FG no cenário internacional.”
A estratégia se apoia em um portfólio concentrado em produtos de alto valor agregado. Em 2025, a companhia manteve 16 megaempreendimentos simultâneos, somando 1,2 milhão de metros quadrados em desenvolvimento, o equivalente a mais de 20 shoppings centers de grande porte.
O crescimento veio acompanhado de expansão controlada. O VGV avançou 10% no ano, sustentado por um pipeline robusto e por um banco de terrenos de 4,5 milhões de metros quadrados, com potencial de R$ 130 bilhões em vendas.
Expansão de capital
O avanço da FG passa também pela internacionalização — mas não no modelo tradicional de expansão territorial. A empresa abriu escritório em Miami e planeja estruturar presença na Europa, com foco em mercados como Portugal, Espanha e Itália. O objetivo não é desenvolver projetos fora do Brasil, mas atrair investidores estrangeiros.
“Nosso movimento internacional não é expansão territorial, é expansão de capital”, diz o executivo. “Estamos conectando investidores globais a ativos imobiliários brasileiros.”
A estratégia já começa a se refletir na base de clientes. Em 2025, cerca de 80% dos compradores foram novos, indicando ganho de participação de mercado e maior alcance da marca.
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