FMI aprova liberação de mais US$ 1 bi para a Argentina após revisar programa de crédito
O Fundo Monetário Internacional (FMI) aprovou nesta quinta-feira, 22, a liberação de mais US$ 1 bilhão para a Argentina dentro do programa de financiamento fechado há um ano, que prevê um total de US$ 20 bilhões em recursos ao país.
A autorização ocorreu após a conclusão da segunda revisão do Acordo de Facilidades Estendidas (EFF), modalidade de crédito do FMI destinada a economias com desequilíbrios estruturais e dificuldades de longo prazo. A avaliação do conselho executivo da instituição foi favorável ao andamento do plano econômico argentino.
De acordo com o Fundo, mesmo diante de um ambiente econômico interno e externo mais complexo, a implementação do programa “permaneceu sólida”, resultado de medidas fiscais e monetárias classificadas como prudentes pela entidade.
Embora a Argentina tenha ficado abaixo da meta estipulada para o acúmulo de reservas internacionais líquidas, o FMI afirmou que “a maioria dos critérios de desempenho e metas indicativas essenciais foi atingida”.
A diretora-gerente do organismo, Kristalina Georgieva, destacou os resultados “impressionantes” obtidos pela política econômica conduzida pelo presidente Javier Milei. Segundo ela, o país avançou no processo de estabilização macroeconômica e fortaleceu uma agenda voltada ao mercado.
O Fundo também indicou que o cenário atual exige capacidade de resposta rápida por parte do governo argentino, sobretudo diante de riscos domésticos e internacionais que podem afetar as metas previstas no acordo.
As medidas de ajuste fiscal implementadas por Milei incluíram redução de subsídios e cortes em programas sociais, o que provocou manifestações em diferentes regiões do país. Apesar disso, o governo ampliou sua sustentação política no Congresso ao longo do último ano.
Durante o mandato de Milei, a inflação anual desacelerou de 117% em 2024 para 31% em 2025. No mesmo período, a Argentina registrou superávit fiscal e aprovou mudanças estruturais, entre elas a reforma trabalhista, após fortalecer sua base de apoio parlamentar.
*Com informações da Agência AFP.
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