Fora de campo: os tênis da seleção brasileira para a Copa do Mundo
A Seleção Brasileira chegou à Granja Comary no dia 27 para o início da preparação da Copa do Mundo, e os primeiros registros da concentração já entregaram o que a Nike planejou para os pés dos jogadores fora do gramado.
O modelo mais inesperado do trio é o Mind 001 na cor Geode Teal. Desenvolvido pelo Nike Mind Science Department, é descrito pela marca como o primeiro calçado de performance baseado em neurociência. A sola tem 22 nós de espuma independentes mapeados anatomicamente, cada um funcionando como um pistão a cada passada, estimulando pontos de pressão sob o pé.
A proposta parte da ideia de que estímulos sensoriais, pressão, cor e ritmo visual podem influenciar o estado mental do atleta antes e depois da competição. A comissão técnica de Carlo Ancelotti definiu que os atletas usarão o modelo ao longo de toda a preparação para a Copa. A versão Geode Teal, com gradiente que vai do verde-esmeralda ao teal profundo e pods amarelo-canário na sola, usa exatamente a paleta de cores da nova camisa da Seleção.
O Pegasus 42 aparece nos pés de membros da comissão técnica. É a evolução de uma das linhas mais tradicionais da Nike para corrida, criada em 1982, com 15% mais retorno de energia em relação ao modelo anterior. Em concentrações de Copa, o volume de trabalho físico antes dos jogos é alto — faz sentido ter um tênis de corrida no kit.
Nike Pegasus 42, linha de corrida da marca criada em 1982 e que chega à 42ª edição com unidade Air Zoom de comprimento total e 15% mais retorno de energia em relação ao modelo anterior (Divulgação)
O Shox R4 fecha o trio. A edição especial traz cabedal em tons escuros com Swoosh em amarelo e colunas Shox em azul, além do escudo da CBF e a inscrição "Brazil" na língua. O modelo original é de 1999 e virou febre no Brasil nos anos 2000, período em que se tornou referência de estilo dentro e fora das quadras.
Nike Shox R4 "Brazil", edição especial com cabedal preto e prata, Swoosh amarelo, colunas Shox em azul e escudo da CBF na língua (Divulgação)
A parceria entre Nike e CBF existe desde 1996, uma das mais longas do futebol mundial, e 2026 é o último ano do contrato. Trazer o Shox R4 de volta no kit da Seleção nesse contexto carrega tanto apelo afetivo quanto algum senso de encerramento de ciclo.
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