Fortalecer parcerias com o setor privado é decisivo para o futuro de crianças e adolescentes
Por Joaquin Gonzalez-Aleman, representante do UNICEF no Brasil, e Deborah Vieitas, presidente do Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil e Presidente do Conselho de Administração do Santander Brasil
O mundo atravessa um momento decisivo para garantir que cada criança e cada adolescente tenha acesso a direitos básicos — educação de qualidade, proteção contra a violência, acesso adequado à água, nutrição adequada, saúde integral, oportunidades para sonhar e construir um presente e futuro digno.
Em um país tão diverso e com desigualdades histórias persistentes como o Brasil, nenhuma instituição, pública ou privada, conseguirá responder sozinha a esse desafio. É por isso que fortalecer alianças, ampliar redes de colaboração e integrar diferentes setores é hoje mais que uma estratégia: é uma necessidade imperiosa.
Desde 1950, o UNICEF atua no Brasil acompanhando e impulsionando algumas das transformações mais importantes nas políticas de infância e adolescência. Ao longo de sete décadas, aprendemos que mudanças estruturais só acontecem quando múltiplos atores assumem corresponsabilidade sobre a proteção e a promoção dos direitos das crianças. Foi com essa convicção que, em 2019, instituímos o Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil — um espaço de diálogo, influência e mobilização que conecta lideranças do setor privado e da filantropia ao compromisso de acelerar resultados para a infância.
Agora, em 2026, iniciamos um novo ciclo com a chegada de oito novos integrantes, que se somam aos membros que permanecem dedicados a essa agenda. A pluralidade de trajetórias e competências que compõem o Conselho reflete não apenas a diversidade do ecossistema empresarial e filantrópico brasileiro, mas também a própria complexidade dos desafios que buscamos enfrentar. Comunicação, educação, saúde, tecnologia, inovação, finanças, publicidade, investimento social privado — são diferentes olhares convergindo para um mesmo propósito.
Mais do que um colegiado que oferece aconselhamento, o Conselho se consolidou como uma rede de conexão. É um ambiente onde experiências se complementam, onde conhecimento se transforma em ação e onde influência se converte em mobilização. Não se trata apenas de apoiar projetos, mas de olhar o País pela perspectiva de suas crianças e, a partir desse olhar, ajudar a construir soluções mais profundas, estruturantes e duradouras.
O setor privado e filantrópico desempenham um papel fundamental nesse movimento. Não apenas pela capacidade de mobilizar recursos, mas pela força de articulação, pela velocidade de inovação, pela inteligência estratégica e — acima de tudo — pela influência que exerce sobre comportamentos, decisões e prioridades de toda a sociedade. Quando empresas, institutos e fundações se engajam de forma genuína com a agenda dos direitos de crianças e adolescentes, criam-se condições reais para ampliar oportunidades, reduzir desigualdades e acelerar o progresso em escala.
Por isso, o Conselho Consultivo atua em frentes fundamentais: analisar e recomendar estratégias de parceria; ampliar o engajamento de empresas e filantropos em todo o País; apoiar iniciativas de comunicação que ajudem a ampliar o alcance e o impacto do UNICEF. São ações que não apenas fortalecem a presença institucional da organização, mas sobretudo potencializam sua capacidade de transformar vidas.
Hoje, nos unimos para agradecer Fábio Barbosa, Fernando Iunes, Fernando Yunes, Jeane Tsutsui, Luciano Huck, Neca Setubal, Roberto Sallouti e Sammy Birmarcker, que encerram seus mandatos após grandes contribuições.
E damos às boas-vindas e desejos de sucesso para aqueles que permanecem ou estão iniciando nessa jornada colaborativa em prol da infância - Antonio Fadiga, Átila Roque, Célia Cruz, Deborah Vieitas, Hugo Rodrigues, Lorice Scalise, Luana Ozemela, Marcelo Marangon, Marcilio Pousada, Otto von Sothen, Patricia Muratori, Paula Fabiani, Renata Afonso e Rodrigo Galindo.
A chegada dos novos conselheiros, ao lado daqueles que permanecem, marca um momento de renovação e continuidade. Como líderes, assumimos a responsabilidade de usar nossa experiência, nossa voz e nossa capacidade de articulação para mobilizar mais aliados. Estar com o UNICEF nesse desafio coletivo é compreender que cada decisão que tomamos hoje define o presente e o futuro de milhões de meninas e meninos. É transformar compromisso em ação e ação em impacto.
Clique aqui e conheça as vozes que fazem parte do Conselho Consultivo do UNICEF no Brasil.
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