Guerra chega ao 20º dia com petróleo em alta e ameaça de Trump

Por Estela Marconi 20 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Guerra chega ao 20º dia com petróleo em alta e ameaça de Trump

A guerra entre Israel, Estados Unidos e Irã entrou no 20º dia nesta quinta-feira, 19, com nova disparada dos preços do petróleo após ataques a instalações de energia no Irã, no Catar e em países do Golfo.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou destruir o principal campo de gás iraniano caso Teerã volte a atingir infraestruturas energéticas na região.

O barril do Brent subiu quase 10%, superando US$ 118, enquanto o WTI avançou e se aproximou de US$ 100, refletindo o risco à oferta global de energia em meio à escalada no Estreito de Ormuz.

Trump afirmou que pode ordenar a destruição completa do campo de gás South Pars, uma das maiores reservas do mundo, se o Irã repetir ataques contra o Catar. Segundo ele, os Estados Unidos não foram informados previamente sobre bombardeios israelenses ao complexo, e o Catar não teve envolvimento na ação.

A Casa Branca também avalia enviar milhares de tropas adicionais ao Oriente Médio, incluindo a possibilidade de operações terrestres em áreas estratégicas do Irã. Até o momento, 13 militares americanos morreram e cerca de 200 ficaram feridos desde o início da guerra.

Ataques a energia ampliam conflito no Golfo

A escalada militar passou a atingir diretamente infraestruturas energéticas na região. No Catar, autoridades controlaram incêndios no complexo de gás de Ras Laffan após um ataque iraniano. Nos Emirados Árabes Unidos, Abu Dhabi fechou um centro de processamento de gás após a queda de destroços de mísseis.

No Kuwait, duas refinarias sofreram incêndios após ataques com drones. Na Arábia Saudita, um drone atingiu a refinaria de Yanbu, enquanto a defesa aérea interceptou um míssil contra o porto.

O aumento dos ataques levou países do Golfo a reforçar suas defesas. A Arábia Saudita afirmou que não descarta uma resposta militar direta contra o Irã.

Pressão diplomática e ameaças de escalada

A China classificou como “inaceitável” a morte de Ali Larijani, chefe de Segurança do Irã, em ataque israelense. Já a França pediu uma moratória nos ataques a infraestruturas energéticas, alertando para riscos ao abastecimento global.

A União Europeia mantém contatos diplomáticos com Teerã em busca de uma saída para o conflito, mas descarta envolvimento militar direto.

O Catar expulsou dois diplomatas iranianos após o ataque ao seu principal campo de gás, elevando a tensão entre os países.

Conflito segue com mortes e novos alvos

Os confrontos continuam a provocar vítimas. Três pessoas morreram na Cisjordânia após a queda de destroços de um míssil iraniano, enquanto bombardeios israelenses no Líbano deixaram dezenas de mortos nos últimos dias.

Israel também ampliou sua ofensiva e realizou ataques no norte do Irã pela primeira vez desde o início da guerra.

No Iraque, dois combatentes de grupos pró-Irã morreram em bombardeios atribuídos a Israel e aos Estados Unidos. O Irã também executou três pessoas acusadas de colaborar com Estados Unidos e Israel.

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