‘Guerreiros do Sol’: Globo escolhe novela substituta do ‘BBB 26’
Gravada em 2023, ‘Guerreiros do Sol‘ fará sua grande estreia na TV aberta, nesta quarta (22). Após a grande final do BBB 26, a trama substituirá a atração e ocupará o horário logo após a novela das nove, na grade da emissora.
Ambientada no cangaço, tem foco nas histórias de Rosa (Isadora Cruz) e Josué (Thomás Aquino), inspirados no famoso casal, Lampião (1898-1938) e Maria Bonita (1910-1938).
Reflexão dos autores
Criada por Sergio Goldenberg e George Moura, como novela exclusiva para o catálogo do Globoplay. A obra tem como foco, trazer uma maior reflexão sobre temas estruturais do país, bastante abordados pelos escritores, como desigualdade social, patriarcado e patrimonialismo.
Sobre a história, o autor George Moura agradece pela reprodução de ‘Guerreiros do Sol’ na TV aberta e afirma que a reexibição aumenta a responsabilidade da obra. “Essa é uma reestreia, com uma responsabilidade ainda maior. Na televisão aberta, Guerreiros do Sol será vista por muito mais gente. Agora está nas mãos do grande público”, afirma, de acordo com o site Notícias da TV.
Mergulhando a fundo, os autores compartilham sua longa pesquisa sobre o assunto para abordá-lo como tema da trama. “A gente foi para Pernambuco, Alagoas, Sergipe e Bahia, fez todo o circuito do cangaço e encontrou parentes de cangaceiros e também de policiais das volantes [tropas especiais criadas para combater o cangaço]. É um tema que continua muito vivo no Brasil, na música, nas festas, no imaginário popular”, afirma Sergio Goldenberg, segundo informações do Notícias da TV.
História da trama
Em uma história conhecida por ser bastante violenta, os autores resolveram selecionar a protagonista mulher para narrar história do cangaço, mostrando os efeitos brutais da guerra durante os anos de 1920 e 1930, além de compartilhar sobre a complexa história de amor entre Rosa e Josué.
Focado na violência, os escritores decidiram expor os resultados dos conflitos entre polícia e cangaceiros. “Quando as volantes diziam que mataram, precisavam exibir as cabeças, porque o povo acreditava que os cangaceiros eram imortais. Era uma forma de comprovar. Muitas vezes levavam só a cabeça, porque carregar o corpo era inviável”, detalha Moura ao Notícias da TV.
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