IA já consome energia equivalente à Islândia — mas cientistas não estão preocupados
A inteligência artificial (IA) já consome tanta energia quanto um país inteiro.
Nos Estados Unidos, o uso elétrico associado à tecnologia é comparável ao consumo total da Islândia. Mas, para alguns cientistas, isso não é um problema tão grande quanto pensado anteriormente.
Segundo uma pesquisa feita pela Universidade de Waterloo e o Instituto de Tecnologia da Georgia publicada nesta quarta-feira, 18, o consumo de energia associado à IA, embora crescente, ainda representa uma parcela pequena dentro do total da economia norte-americana — dominada por fontes fósseis, que respondem por cerca de 83% da matriz energética dos Estados Unidos.
Isso significa, para os cientistas, que o impacto das IAs sobre o meio ambiente deve ser reduzido.
A análise mostra que, mesmo com a expansão acelerada da tecnologia, o impacto nas emissões globais tende a ser limitado.
O aumento na demanda elétrica, segundo eles, não é suficiente para alterar de forma significativa o quadro geral do aquecimento climático.
Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores cruzaram dados de diferentes setores econômicos com estimativas de adoção da tecnologia para projetar cenários futuros de consumo e impacto ambiental.
Impacto desigual e concentrado
O estudo indica que os efeitos da IA não são distribuídos de maneira uniforme.
O aumento no consumo de energia tende a se concentrar em regiões com maior presença de data centers, responsáveis por processar os sistemas de inteligência artificial.
Nessas áreas, pode haver aumento relevante na demanda elétrica e nas emissões associadas, com pressão sobre a infraestrutura local.
Segundo o pesquisador Juan Moreno-Cruz, algumas regiões podem registrar crescimento significativo na produção de energia. Em escala nacional e global, porém, o impacto permanece diluído.
IA pode ajudar a reduzir emissões
Além do impacto limitado, o estudo aponta um potencial efeito positivo da tecnologia.
A inteligência artificial pode ser aplicada no desenvolvimento de tecnologias limpas, na otimização de sistemas energéticos e na redução de desperdícios em cadeias produtivas.
Os pesquisadores avaliaram diferentes funções e setores da economia para identificar onde a IA pode aumentar eficiência e reduzir consumo de recursos.
Próximos passos da pesquisa
Os autores pretendem ampliar a análise para outros países, com o objetivo de entender como a adoção global da IA pode influenciar o consumo de energia e as emissões.
A proposta é mapear diferenças regionais e avaliar se os padrões observados nos Estados Unidos se repetem em outras economias.
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