Ibovespa cai e volta a perder os 180 mil pontos; dólar sobe para R$ 5,26
O Ibovespa iniciou as negociações desta sexta-feira, 20, em queda, refletindo a cautela dos investidores diante de um cenário externo ainda volátil, marcado por tensões geopolíticas no Oriente Médio e oscilações nos preços da energia.
Às 10h11, o principal índice acionário da B3 recuava 0,56%, aos 179.311 pontos, apesar do avanço das ações da Petrobras (PETR3 e PETR4). Nesse horário, a maior parte das ações, 61 no total, recuavam. Já o dólar avançava 0,73% frente ao real, cotado a R$ 5,254, em movimento que reforça a busca por proteção em meio às incertezas globais.
No radar dos investidores, seguem os desdobramentos do conflito no Oriente Médio. Na quinta-feira, o Irã atacou a maior usina de gás do mundo, no Catar, em retaliação a ações anteriores envolvendo Israel, causando danos relevantes à capacidade de exportação de gás natural liquefeito do país.
Segundo a QatarEnergy, cerca de 17% da capacidade de exportação de GNL foi comprometida por um período estimado entre três e cinco anos.
Os ataques a infraestruturas estratégicas de petróleo e gás na região impulsionaram os preços do petróleo nos últimos dias, elevando preocupações com a oferta global. No entanto, sinais de possível alívio começaram a emergir nesta quinta, 19.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que o país está colaborando com os Estados Unidos para reabrir o Estreito de Ormuz, além de indicar que o conflito pode ter uma resolução mais rápida do que o esperado.
Israel também declarou que não pretende realizar novos ataques contra a infraestrutura energética iraniana. Há ainda expectativas de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, possa flexibilizar sanções ao petróleo iraniano, o que contribuiria para conter a escalada dos preços.
Com isso, os preços do petróleo passaram a recuar nesta sexta-feira, devolvendo parte dos ganhos recentes após terem atingido máximas expressivas na véspera. Por volta das 10h10, o barril do Brent caía 0,81%, a US$ 107,75, enquanto o WTI recuava 0,70%, a US$ 95,47, refletindo a redução das preocupações imediatas com a oferta global.
Bolsas na Ásia e nos EUA recuam, enquanto Europa avança
As bolsas na Ásia encerraram, em sua maioria, em queda nesta sexta com a guerra no Oriente Médio e as interrupções no fornecimento de energia mantendo os investidores apreensivos.
Os mercados da China continental lideraram as perdas, com quedas de 1,24% do índice Xangai Composto, e de 1,18% do Shenzhen Composto.
O recuo das bolsas no papis também refletiu a decisão do Banco Central Chinês (PBoC) de deixar suas principais taxas de juros inalteradas, a exemplo do que fizeram outros grandes bancos centrais nesta semana, incluindo o Federal Reserve (Fed), o Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco do Japão (BoJ).
Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,88% e o Taiex recuou 0,43% em Taiwan. No Japão, não houve pregão por conta do feriado nacional. A exceção foi índice sul-coreano Kospi, que subiu 0,31%. Na Oceania, a bolsa australiana também ficou no vermelho, com baixa de 0,82% do S&P/ASX 200.
Já na Europa, as principais bolsas avançam por volta das 10h. Em Londres, o FTSE 100 registra leve alta de 0,13%. Em Frankfurt, o DAX sobe 0,17%. Em Paris, o CAC 40 também sobe 0,19%, assim como o FTSE MIB, de Milão, que avança 0,31%. O Stoxx 600 registra alta de 0,31%.
No pré-mercado dos Estados Unidos o desempenho é negativo no mesmo horário. O índice Dow Jones registra queda de 0,26%, mesmo percentual negativo do S&P. A Nasdaq recua 0,25% antes da abertura oficial das negociações.
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