Ibovespa chega à marca histórica de 195 mil pontos com virada em NY
O Ibovespa continua renovando recordes no pregão desta quinta-feira, 9. A alta do petróleo arrefeceu no começo desta tarde, dando alívio para as bolsas em Nova York, que passaram a operar em terreno positivo. A virada no exterior deu fôlego extra para que o principal índice do mercado acionário brasileiro chegasse a mais uma pontuação inédita.
Por volta das 13h15 (horário de Brasília), o Ibovespa subia 1,4%, para 194.834 pontos. Mas, na máxima do dia, o índice chegou aos 195.378 pontos, batendo mais um recorde intradiário.
As ações da Petrobras operavam em alta de mais de 2%, mas os ganhos não eram tão grandes quanto os registrados no período da manhã. Os papéis acompanharam o arrefecimento do preço internacional do petróleo. O barril do Brent, que chegou muito perto dos US$ 100, subia apenas 1%, a US$ 95.
Com o arrefecimento do petróleo, as bolsas americanas viraram para o terreno positivo. O S&P 500 avançava 0,62% e o Nasdaq Composite subia ainda mais, 0,77%. O Dow Jones operava em alta de 0,57%. Os investidores continuam acompanhando informações sobre o fluxo de embarcações no Estreito de Ormuz. A sinalização do Irã de que a passagem continua bloqueada derrubou os maercados mais cedo.
O porta-voz do parlamento iraniano, Mohammed Bagher Ghalibaf, acusou Washington de violar os termos do acordo de cessar-fogo de duas semanas, ao qual o presidente Donald Trump deu aval na última terça-feira à noite.
Entre as violações apontadas por Teerã estavam a negação do direito iraniano ao enriquecimento de urânio, ataques israelenses contínuos no Líbano e a entrada de um drone no espaço aéreo iraniano — sinalizando que o alívio de tensões, comemorado no pregão anterior, pode ser mais frágil do que o esperado.
O dólar perde força frente a moedas de países desenvolvidos e, aqui no Brasil, chega a sua menor cotação em quase dois anos: R$ 5,07, com queda de 0,66%.
Europa não acompanhou virada
As bolsas europeias não chegaram a acompanhar a virada dos mercados e encerraram o pregão de quinta-feira no vermelho, revertendo parte dos ganhos da sessão anterior, quando o Stoxx 600 havia avançado 3,7% na euforia com o anúncio do cessar-fogo entre EUA e Irã. No fechamento, o índice pan-europeu recuou 0,4%, com a maioria das praças regionais terminando no negativo.
O DAX alemão foi o que mais sofreu, cedendo 1,14%, seguido pelo CAC 40 francês, que caiu 0,22%. O FTSE 100 londrino e o IBEX 35 espanhol tiveram perdas mais modestas, de 0,05% e 0,15%, respectivamente. Na contramão, o FTSE MIB italiano fechou em alta de 0,50%.
O setor de viagens e lazer seguiu como um dos mais penalizados: a Lufthansa encerrou o dia com queda de 3,2% e a Tui recuou 1,5%, devolvendo ganhos acumulados na véspera. O humor negativo refletiu as crescentes dúvidas sobre a durabilidade da trégua no Oriente Médio.
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