Irã denuncia 'agressão ilegal' dos EUA ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

Por Mateus Omena 2 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Irã denuncia 'agressão ilegal' dos EUA ao Conselho de Direitos Humanos da ONU

O embaixador do Irã na Organização das Nações Unidas (ONU) em Genebra, Ali Bahraini, afirmou ao Conselho de Direitos Humanos que Estados Unidos e Israel promovem desde 28 de fevereiro um “ataque militar indiscriminado e massivo” contra o país. A declaração foi feita durante o debate geral do órgão.

Segundo Bahraini, a ofensiva viola a Carta da ONU. "Nos últimos dias, escolas e hospitais foram bombardeados, figuras civis, incluindo o Líder Supremo (Ali Khamenei), foram mortas, e a sede do Crescente Vermelho, junto com muitos outros prédios não militares, foi destruída", declarou.

O diplomata citou a morte de mais de 160 meninas em um dos ataques e afirmou que a ação contra o Irã "é um exemplo da supremacia da força sobre os direitos humanos". O posicionamento foi apresentado em sessão pública do Conselho de Direitos Humanos, em Genebra.

Representantes de países do Golfo Pérsico também discursaram no debate e condenaram ataques iranianos realizados em resposta às ações militares atribuídas a Estados Unidos e Israel. As delegações reafirmaram o direito à "autodefesa" diante do regime de Teerã.

A delegação do Kuwait declarou que os ataques representam "uma violação flagrante de nossa soberania, nosso espaço aéreo, o direito internacional, a Carta da ONU e o princípio das boas relações entre os países". O país solicitou que o Irã "cesse sua agressão e encerre qualquer ofensiva que coloque em risco a paz, a segurança e a estabilidade da região".

Os Emirados Árabes Unidos informaram que ataques iranianos em seu território resultaram em três mortes e 58 feridos civis. A delegação afirmou que o Irã não pode utilizar seu território “para acertar contas" e manifestou solidariedade a outros países árabes atingidos, defendendo diálogo e "soluções diplomáticas".

Estados Unidos e Israel deixaram o Conselho de Direitos Humanos no início de 2025, após a posse do presidente americano, Donald Trump. Os dois países justificaram a saída ao alegar que o órgão, que completará 20 anos em 2026, mantém viés contra Israel.

(Com informações da agência EFE)

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