Jensen Huang, CEO da Nvidia, chega à China com comitiva de Trump para encontro com Xi Jinping
Jensen Huang, CEO da Nvidia, pousou na China junto da comitiva de Donald Trump para o encontro oficial com Xi Jinping, que acontece nesta semana. A inclusão do executivo para a delegação dos Estados Unidos aconteceu após repercussão sobre a ausência de um dos líderes do mercado de tecnologia em um debate que pode ditar o futuro da maior disputa comercial da indústria.
Colegas do executivo, como Tim Cook, da Apple, e Elon Musk, da Tesla e SpaceX, estavam publicamente confirmados desde o início. A Nvidia é a empresa mais valiosa do mundo e a principal fornecedora dos chips que movem a corrida global pela inteligência artificial — e a China é exatamente o mercado do qual ela está impedida de participar plenamente.
Conforme a CNBC, Trump teria ligado para a Nvidia após a repercussão internacional da ausência do executivo e convidado Huang, que voou para o Alasca para encontrar a delegação. Em declaração, a empresa esclareceu: “Jensen está participando da cúpula a convite do Presidente Trump para apoiar os Estados Unidos e os objetivos do governo", comunicou a Nvidia à CNBC.
"Pedirei ao Presidente Xi, um Líder de extraordinária distinção, que 'abra' a China para que essas pessoas brilhantes possam fazer a sua magia e ajudar a levar a República Popular a um nível ainda mais elevado", comentou o presidente americano em publicação na rede social Truth Social. Para a Nvidia, que enxerga na China uma oportunidade estimada em US$ 50 bilhões, o desfecho das conversas pode ser decisivo.
Trump quer abertura da China para indústria dos EUA
A Nvidia enfrenta restrições crescentes para vender seus processadores mais avançados ao mercado chinês, uma barreira construída ao longo dos últimos quatro anos. Enquanto isso, a China responde acelerando o desenvolvimento de alternativas domésticas, como chips da Huawei e modelos de IA como o DeepSeek, e restringindo a exportação de terras raras, materiais essenciais para a fabricação de semicondutores nos quais os americanos ainda têm forte dependência de Pequim.
Trump sinalizou que um dos pedidos centrais a Xi será justamente a abertura do mercado chinês às empresas americanas de tecnologia. Mas especialistas são céticos quanto a avanços concretos nessa frente: a reunião aparenta ser mais como um exercício de contenção de riscos do que como uma virada diplomática. A presença de Huang, entretanto, é positiva o suficiente para sinalizar a possibilidade de mudanças futuras.
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