Meta quer criar um Zuckerberg virtual para conversar com os 79 mil funcionários da empresa

Por Maria Eduarda Cury 14 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Meta quer criar um Zuckerberg virtual para conversar com os 79 mil funcionários da empresa

Mark Zuckerberg motiva diariamente funcionários da Meta a trabalharem cada vez mais com inteligência artificial, mas as iniciativas da empresa para implementar IA na rotina corporativa não param em uso de modelos prontos. Agora, a multinacional começou a desenvolver uma IA do próprio Zuckerberg para que os trabalhadores possam conversar com ele sem precisar estar em contato direto com o executivo.

O projeto, revelado pelo Financial Times e confirmado pelo The Guardian, faz parte de uma iniciativa maior da companhia para criar personagens digitais fotorrealistas capazes de interagir em tempo real. O avatar será treinado com base nos trejeitos, no tom de voz e nas declarações públicas de Zuckerberg, além de refletir seu pensamento mais recente sobre decisões estratégicas da companhia.

De acordo com a reportagem, o próprio Zuckerberg está envolvido no processo de treinamento do avatar. algo incomum para um CEO que comanda uma empresa de US$ 1,6 trilhão. Ele estaria dedicando entre cinco a dez horas por semana a projetos de IA, inclusive participando de revisões técnicas de engenharia. "Quando você adiciona vídeo e voz realistas via IA, engajamento e retenção aumentam significativamente. As pessoas trabalham melhor quando recebem informações de um rosto ou voz familiar", comentou a startup britânica Synthesia em nota ao The Guardian.

Meta se mantém agressiva em investimentos de IA

A ideia é complementar a outro projeto de IA que consiste em criar modelos capazes de trabalhar no lugar de funcionários da Meta. A proposta é que funcionários consigam acessar, por meio de perguntas feitas à IA, dados antes dispersos entre diferentes equipes e departamentos. Isso agilizaria as demandas diárias e reduziria o número de interações necessárias até encontrar alguém capaz de responder com precisão a uma questão específica.

Além das IAs que simulam ações profissionais, a Meta também tem investido em competições internas para estimular trabalhadores a se acostumarem com IAs. A mais recente foi uma corrida de tokens: ao longo do último mês, mais de 60 trilhões de tokens foram gerados para motivar funcionários em um ranking chamado Claudeonomics. A tendência de "queimar tokens" tem sido elogiada por líderes do setor, que associam a quantidade de itens ativados a um aumento na produtividade da equipe, ainda que eles não tenham utilidade prática efetiva.

Estratégias para aumento de infraestrutura capaz de rodar sistemas de IA também estão na jogada. Recentemente, a empresa chefiada por Zuckerberg firmou um acordo para investir US$ 21 bilhões na CoreWeave, ampliando o valor de US$ 14,2 bilhões acordado em setembro de 2025. Ao todo, a empresa já teria direcionado US$ 600 bilhões para a construção de centros de processamento de dados, enquanto a projeção anual de investimentos ficaria entre US$ 115 bilhões e US$ 135 bilhões, superando expectativas do Wall Street.

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