Nintendo reduz produção do Switch 2 após vendas perderem força

Por André Lopes 25 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Nintendo reduz produção do Switch 2 após vendas perderem força

A Nintendo decidiu reduzir a produção do Switch 2 depois que as vendas do console ficaram abaixo do esperado, sobretudo nos Estados Unidos. Segundo a Bloomberg, a empresa agora planeja fabricar 4 milhões de unidades neste trimestre, abaixo do plano inicial de 6 milhões

O corte acontece poucos meses depois da estreia do aparelho, que foi forte, mas não manteve o ritmo que a empresa esperava no fim do ano. No Japão, uma versão mais barata do console continua vendendo bem, mas o desempenho fora do país perdeu força, em especial no mercado americano.

A notícia derrubou as ações da Nintendo na Bolsa de Tóquio. Os papéis chegaram a cair mais de 6%, em um sinal de que investidores passaram a duvidar da capacidade do novo console de repetir o sucesso do primeiro Switch.

Nem mesmo o bom desempenho recente do jogo Pokémon Pokopia fez a empresa acelerar novamente a produção. A direção da Nintendo prefere esperar para ver se o interesse pelo game e por outros lançamentos vai durar antes de voltar a aumentar o ritmo das fábricas.

Console segue em alta

Apesar do recuo, a empresa ainda pode atingir a estimativa média de analistas, que projetam vendas de cerca de 20 milhões de unidades do Switch 2 no ano fiscal encerrado em março. Ainda assim, o corte sugere que a Nintendo contava com uma demanda maior do que a que está vendo agora.

Além da procura mais fraca, a empresa também enfrenta pressão de custos, como a alta no preço dos chips de memória, usada em eletrônicos no mundo todo. A Nintendo até estuda elevar o preço do console, mas, segundo a reportagem, esse não foi o principal motivo para reduzir a produção. O problema central foi a desaceleração nas compras dos consumidores.

Desde o lançamento, em junho, o Switch 2 vendeu 17,37 milhões de unidades, o melhor começo de um hardware da história da Nintendo. Mesmo assim, persistem dúvidas sobre a capacidade da companhia de manter o interesse do público com novos jogos, em um momento de concorrência maior com rivais como a Sony.

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