O lado oculto da Lua: o que os astronautas vão ver na nova missão da Nasa

Por Vanessa Loiola 1 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
O lado oculto da Lua: o que os astronautas vão ver na nova missão da Nasa

A missão Artemis II, prevista para acontecer nesta quarta-feira, 1º, às 19h24, no horário de Brasília, irá levar astronautas a orbitar a Lua pela primeira vez em mais de 50 anos.

Além do marco histórico, o voo da Nasa também terá como foco uma série de experimentos científicos voltados à saúde humana e à observação da superfície lunar.

Com duração de cerca de 10 dias, a viagem marca o retorno de missões tripuladas ao espaço profundo desde o fim do programa Apollo, em 1972.

A operação integra um programa que busca estabelecer presença humana contínua na Lua, com testes de sistemas que serão usados em futuras missões com pouso.

Durante o trajeto, os astronautas vão conduzir estudos que devem orientar as próximas etapas da exploração espacial.

Como será o teste no espaço?

De acordo com a revista Nature, um dos principais focos da missão Artemis II é entender como o ambiente fora da órbita terrestre afeta o organismo.

Em mais de meio século, a tripulação será exposta à radiação além do campo magnético da Terra. Sensores instalados na cápsula vão medir essa exposição ao longo do voo.

Os astronautas também fornecerão amostras biológicas, como sangue e saliva, que serão analisadas para identificar possíveis alterações no sistema imunológico e em outros processos do corpo.

A missão inclui um estudo com tecnologia conhecida como “órgão em chip”. Nesse experimento, células humanas dos próprios astronautas serão colocadas em dispositivos que simulam tecidos do corpo. Parte desses chips viajará no espaço, enquanto outra ficará na Terra.

A comparação permitirá avaliar possíveis danos ao DNA e outras mudanças causadas pela radiação.

Observação direta da Lua

Outro destaque será a análise visual da superfície lunar.

Os astronautas poderão observar regiões que nunca foram vistas diretamente a olho nu, incluindo áreas do lado oculto.

A capacidade humana de identificar cores, brilho e detalhes pode complementar dados obtidos por sondas e satélites.

Os dados coletados devem contribuir para o planejamento de operações mais longas e para o retorno de humanos à superfície da Lua.

A missão também amplia o conhecimento sobre o ambiente lunar e os efeitos do espaço profundo no corpo humano.

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