O que aconteceu com a GoPro, que já valeu US$ 10 bilhões e hoje luta para sobreviver
A GoPro, conhecida por suas câmeras portáteis de alta qualidade, não vive mais o auge que a consagrou. A empresa surgiu sob forte entusiasmo do mercado: seus primeiros modelos chamaram atenção pela proposta inovadora e pela qualidade de imagem em formatos compactos.
O impulso inicial, porém, não se sustentou por muito tempo. Hoje, a companhia está avaliada em US$ 122 milhões, segundo apuração da Fast Company – um contraste acentuado com os quase US$ 10 bilhões que já chegou a alcançar.
No mercado acionário, a trajetória é igualmente descendente. As ações, que em 2014 chegaram a US$ 93, recuaram para US$ 0,80 em 2026.
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Agora, a empresa prepara um corte significativo em sua estrutura: 23% dos funcionários serão demitidos.
Uma história de sucesso e fracasso
As dificuldades que hoje atingem a GoPro começaram a se desenhar anos antes. Em 2014, o CEO Nicholas Woodman anunciou a expansão da empresa para novas frentes, como mídia e drones. Era um momento de crescimento acelerado: a companhia chegou a ter 1.600 funcionários, ao mesmo tempo em que os gastos aumentaram (as despesas atingiram US$ 358 milhões).
As apostas, porém, não se sustentaram. A divisão de mídia foi encerrada em 2016 e os drones saíram do mercado após uma série de reclamações sobre falhas nas baterias durante o voo.
Enquanto tentava se reorganizar, a GoPro via concorrentes avançarem sobre seu espaço. Sob pressão, Woodman, que já foi um dos CEOs mais bem pagos dos EUA, abriu mão do salário milionário e passou a receber apenas US$ 1 por mês.
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O erro número 1 da GoPro
Para especialistas, o erro central da GoPro foi ter assumido compromissos de custo altos demais para um negócio ainda dependente de um único produto. Ao ampliar a estrutura e apostar em novas frentes sem retorno claro, a empresa aumentou sua rigidez justamente quando precisava de flexibilidade.
Agora, é preciso lutar contra o tempo. No final de março, a Nasdaq, segunda maior bolsa de valores eletrônica e automatizada dos EUA, notificou a GoPro que suas ações corriam o risco de serem retiradas da lista por não atenderem aos requisitos mínimos de preço de lance.
Se as ações não permanecerem acima de US$ 1 por pelo menos 10 dias consecutivos antes do final de setembro, elas não poderão mais ser negociadas no mercado acionário. E aí, talvez, seja o último respiro do empresa que outrora foi um fenômeno.
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