Onde fica o Brasil no ranking do PIB mundial em 2025
O Brasil encerrou o ano de 2025 como a 11ª maior economia do mundo em valores correntes, segundo projeções compiladas por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
O cálculo se baseia no valor corrente do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado nesta terça-feira, 3, pelo IBGE, e as projeções do Fundo Monetário Internacional para as 15 maiores economias globais.
No último ano, o Brasil teve valor corrente em moeda local de US$ 2,2 bilhões, segundo a estimativa da Austin Rating. De acordo com o levantamento, o país representa 1,9% do PIB global.
Em 2024, o Brasil foi a 10ª economia mundial, quando respondia por 2% do total mundial. Agora, o país deixa o ranking das 10 maiores do mundo.
No topo do ranking das maiores economias estão os Estados Unidos, que responde por 261% do PIB global, e a China, 16,6% do PIB global. Na sequência, a Alemanha ocupa a terceira posição com 4,3% do PIB mundial. O Japão, por sua vez, representa 3,6% da economia global.
As estimativas para 2026 apontam que os EUA devem passar por uma retração, caindo para 25,7% de participação, enquanto a China deve subir 0,1%.
A 39ª maior alta do mundo
A variação de 0,1% no PIB colocou o Brasil em 39º lugar em comparação com o avanço da atividade econômica de 60 países no quarto trimestre de 2025, segundo projeções compiladas por Alex Agostini, economista-chefe da Austin Rating.
O cálculo se baseia no valor corrente do PIB e nas projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI) para as principais economias globais.
O resultado do trimestre coloca o Brasil à frente de economias como Reino Unido, Itália, Alemanha e Japão, países que integram as dez maiores economias do mundo, mas atrás de Estados Unidos e China.
O país que mais cresceu no período foi Taiwan, com alta de 5,4%, seguido por Singapura (2,1%) e Malta (2,1%). Fecham as cinco economias que mais cresceram no período: Tailândia (2,5%) e Lituânia (1,7%).
PIB cresce 2,3% em 2025
O PIB totalizou R$ 12,7 trilhões, segundo o IBGE. O PIB per capita atingiu R$ 59.687,49, com alta real de 1,9% frente a 2024.
As três grandes atividades avançaram: Agropecuária (11,7%), Serviços (1,8%) e Indústria (1,4%).
Agropecuária, Indústrias extrativas, Informação e comunicação e Outras atividades de serviços responderam por 72% do volume do Valor Adicionado no ano, segundo Rebeca Palis, do IBGE.
A Agropecuária foi impulsionada por recordes de produção de milho (23,6%) e soja (14,6%).
Na Indústria, as Indústrias Extrativas cresceram 8,6%, enquanto as Indústrias de Transformação recuaram 0,2%. Nos Serviços, todas as atividades tiveram resultado positivo.
Consumo desacelera
O Consumo das Famílias cresceu 1,3%, abaixo dos 5,1% de 2024, refletindo os efeitos da política monetária contracionista. O Consumo do Governo avançou 2,1%.
A Formação Bruta de Capital Fixo subiu 2,9%. A taxa de investimento ficou em 16,8% do PIB, e a taxa de poupança, em 14,4%.
No quarto trimestre, o PIB variou 0,1% frente ao terceiro. Serviços (0,8%) e Agropecuária (0,5%) cresceram, enquanto a Indústria recuou 0,7%.
A próxima divulgação, referente ao 1º trimestre de 2026, será em 29 de maio.
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