Papel de Alcolumbre na rejeição ao nome de Messias ao STF gera indignação no governo Lula
Embora publicamente o ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, diga que o governo Lula aceitou "com serenidade" a rejeição da indicação do presidente de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), nos bastidores do governo a reação é de perplexidade e indignação com o papel que teve o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) na votação.
O próprio Messias, em pronunciamento depois de sua derrota no Senado, alfinetou indiretamente o presidente do Senado.
"Passei por cinco meses um processo de desconstrução da minha imagem toda sorte de mentiras para me desconstruir ocorreu. Nós sabemos quem promoveu tudo isso", disse.
A rejeição abre uma nova e maiúscula crise do governo com o Senado, e em especial com Alcolumbre. Nos bastidores, o governo avalia que o senador atuou para impor a derrota a Lula. A aliados, o presidente já havia sinalizado que, em caso de uma derrota, não enviaria outra indicação.
O presidente do Senado vinha se recusando publicamente a trabalhar a favor do nome de Messias e negou até pedidos de emissários do ministro-chefe da Advocacia-Geral da União (AGU) para ter um encontro com o indicado de Lula. A reunião entre ambos ocorreu dias antes da votação na casa do ministro Cristiano Zanin, conforme revelou a Folha de S.Paulo, mas, de acordo com pessoas familiarizadas com o assunto, aconteceu sem que Alcolumbre soubesse que se reuniria com Messias.
Aliados do presidente consideram que houve "má vontade" do presidente do Senado em relação a Messias. Alcolumbre ficou contrariado com a indicação do ministro da AGU por ter tido preterida por Lula sua preferência pelo nome de Rodrigo Pacheco (PSB-MG) à Corte.
Mesmo ciente da resistência de Alcolumbre a Messias, o governo estava confiante com a aprovação, tendo mobilizado na negociação com o Centrão e recursos como o empenho de emendas parlamentares e indicações a cargos em agências reguladoras e autarquias.
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