Quais governadores e prefeitos já deixaram o cargo para disputar as eleições 2026
Um dos prazos mais importantes para a classe política neste momento de corrida eleitoral é o de desincompatibilização de autoridades que pretendem concorrer nas eleições de 2026.
Segundo a lei eleitoral, quem ocupa um cargo público precisa se afastar ou se desincompatibilizar da função atual para disputar outro posto até o dia 4 de abril.
Com isso, o comando de estados e capitais deve mudar de mãos nas próximas semanas.
Um dos primeiros a renunciar foi o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo). Ele é pré-candidato à Presidência da República. O mineiro também é citado como possível vice de Flávio Bolsonaro (PL), hipótese que nega neste momento.
Com a saída de Zema, Mateus Simões (PSD) assumiu o governo de Minas Gerais e deve disputar a reeleição.
O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), renunciou ao cargo para disputar o Senado. Ele, porém, foi cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e está inelegível por oito anos. Ainda cabe recurso.
No estado fluminense, a situação é mais complexa. Como o vice já havia deixado o cargo para assumir uma vaga no Tribunal de Contas do Estado (TCE), a chefia do Executivo foi ocupada pelo presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ), que deve convocar uma eleição indireta para um mandato tampão até o fim do ano.
Entre os prefeitos, Eduardo Paes deixou o cargo para disputar o governo do estado. O vice, Eduardo Cavaliere (PSD), assumiu a prefeitura. O ex-prefeito lidera as pesquisas de intenção de voto pelo Palácio do Guanabara.
Eduardo Paes (PSD), ex-prefeito do Rio de Janeiro (Getty Images)
No Nordeste, o prefeito do Recife, João Campos (PSB), também confirmou que deixará o cargo para concorrer ao governo de Pernambuco. Com a saída, o vice Victor Marques (PCdoB) deve assumir o comando da capital pernambucana.
Já em João Pessoa (PB), o prefeito Cícero Lucena (MDB) confirmou que renunciará para disputar o governo da Paraíba. O atual vice, Leo Bezerra (PSB), assumirá a gestão municipal.
No Norte, David Almeida (Avante) também decidiu deixar a Prefeitura de Manaus, capital do Amazonas, para entrar na disputa estadual. O vice, Renato Júnior (Avante), assume o cargo.
Em Macapá, no Amapá, o prefeito Dr. Furlan (MDB) está afastado por decisão do Supremo Tribunal Federal, em meio a investigações sobre fraudes. Ele afirma que pretende disputar o governo estadual. Atualmente, Pedro dos Santos Martins (União) ocupa o cargo interinamente.
Nomes prováveis
Outros prefeitos aparecem como cotados e devem decidir até o início de abril. Em Maceió (AL), João Henrique Caldas (PL), o JHC, deve deixar o cargo, abrindo espaço para o vice Rodrigo Cunha (Podemos).
Já em São Luís (MA), o prefeito Eduardo Braide (PSD) ainda não definiu se disputará o governo estadual. Caso confirme a candidatura, a vice Esmênia Miranda (PSD) assume.
No Norte, o prefeito de Boa Vista (RR), Arthur Henrique (PL), também é cotado para concorrer ao governo de Roraima, mas ainda não formalizou a saída. O vice Marcelo Zeitoune (PL) pode assumir.
Já em Vitória (ES), o prefeito Lorenzo Pazolini (Republicanos) aparece como possível candidato ao governo estadual, mas ainda não oficializou a renúncia. A vice Cris Samorini (PP) pode assumir em caso de saída.
Entre os governadores, o movimento ainda não ocorreu, mas a expectativa é de uma rodada de renúncias dentro do prazo legal. Estão nesse grupo Eduardo Leite (RS), Renato Casagrande (ES) e Ronaldo Caiado (GO).
Também aparecem como possíveis candidatos Mauro Mendes (MT), Ibaneis Rocha (DF), João Azevêdo (PB), Helder Barbalho (PA), Antonio Denarium (RR) e Gladson Cameli (AC). A maior parte desses nomes é cotada para disputar o Senado.
Caiado e Leite
Há exceções. Ronaldo Caiado (GO) e Eduardo Leite (RS) trabalham com a possibilidade de candidatura à Presidência pelo PSD.
Se as renúncias se confirmarem, os vices assumem os governos estaduais. No Rio Grande do Sul (RS), Gabriel Souza (MDB) assume; no Espírito Santo (ES), Ricardo Ferraço (MDB); em Goiás (GO), Daniel Vilela (MDB).
Também devem assumir Otaviano Pivetta (MT), Celina Leão (DF), Lucas Ribeiro (PB), Hana Ghassan (PA), Edilson Damião (RR) e Mailza Assis (AC).
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