Renda média no DF é 150% maior que no Maranhão; veja rendimentos por estado
A diferença entre o maior e o menor rendimento médio mensal do país chegou a cerca de 150% em 2025, segundo dados divulgados nesta sexta-feira, 7, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.
O Distrito Federal manteve a liderança no ranking nacional, com rendimento médio mensal de R$ 5.147 em 2025. Na sequência aparecem São Paulo, com média de R$ 4.198, e Rio de Janeiro, com R$ 4.090.
Na outra ponta, os menores rendimentos foram registrados no Maranhão, com média de R$ 2.043; em Alagoas, com R$ 2.240; e no Ceará, com R$ 2.302.
Os dados mostram que a renda média mensal do Brasil chegou a R$ 3.367 em 2025, acima dos R$ 3.043 registrados em 2024. O levantamento considera os rendimentos provenientes de todas as fontes, incluindo trabalho, aposentadorias, programas sociais, aluguel e aplicações financeiras.
Estados do Sudeste, Sul e Centro-Oeste concentram os maiores rendimentos médios, impulsionados por economias mais industrializadas, maior formalização do mercado de trabalho e salários mais elevados no funcionalismo público. Já parte dos estados do Norte e Nordeste permanece abaixo da média nacional.
Apesar disso, os maiores avanços percentuais desde 2012 ocorreram justamente em estados historicamente mais pobres. O Piauí liderou o crescimento acumulado no período, com alta de 189,7% entre 2012 e 2025. Em seguida aparecem Tocantins (+175,8%) e Maranhão (+172%).
Na comparação mais recente, entre 2024 e 2025, o maior avanço foi registrado em Roraima, onde o rendimento médio cresceu 16,9%. O menor crescimento ocorreu no Pará, com alta de 7,1%.
O levantamento do IBGE também mostra que, apesar do avanço da renda em praticamente todas as unidades da federação ao longo da última década, a distância entre os extremos permanece elevada.
Confira a lista dos rendimentos médios por unidade federativa.
Rendimento médio em 2025 de cada UF:
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