Samsung quer aumentar presença no Vietnã com fábrica de US$ 4 bilhões para mercado de chips

Por Maria Eduarda Cury 11 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Samsung quer aumentar presença no Vietnã com fábrica de US$ 4 bilhões para mercado de chips

A Samsung quer investir US$ 4 bilhões para construir uma fábrica de embalagens de chips no Vietnã. Uma reportagem da Bloomberg aponta que a multinacional de tecnologia quer ampliar seu posicionamento de anos como a maior investidora externa no país a partir da instalação, que será na província de Thai Nguyen.

Inicialmente, serão direcionados US$ 2 bilhões para as primeiras etapas de construção e comercialização de produtos. A relação de codependência da Samsung com o Vietnã vem desde 2008, quando a empresa decidiu construir uma fábrica na província de Bac Ninh, também no norte do país. A gigante de tecnologia não se pronunciou oficialmente sobre a inovação, mas o Ministério das Finanças do Vietnã compartilhou um comunicado confirmando que as duas partes trabalham em planos para a indústria de semicondutores.

Ao todo, a empresa da Coreia do Sul já investiu mais de US$ 23,2 bilhões no Vietnã, se tornando a maior investidora da região. É uma via de mão dupla, uma vez que as instalações de fabricação de produtos da Samsung no Vietnã fizeram com que o país asiático se tornasse a maior base global de smartphones da marca.

Ásia quer ser vista como essencial para superar crise de chips

A capacidade de manufatura do Vietnã tem se destacado: mesmo com as tarifas globais impostas por Donald Trump, a região conseguiu se manter com remessas recordes para os Estados Unidos, seu maior mercado consumidor em eletrônicos, têxtil, maquinaria e mais. Em 2025, a exportação de computadores, eletrônicos e seus componentes do Vietnã para o país americano totalizou US$ 34,14 bilhões, reforçando a dependência dos EUA no país asiático.

Mas o Vietnã não está sozinho na busca por janelas de crescimento. Diversas outras companhias asiáticas com instalações na região adotam práticas agressivas para aquecer o mercado em meio à escassez de chips. A fabricante Taiwan Semiconductor Manufacturing Company (TSMC) foi a que mais ampliou os gastos com a produção de chips em 2026 na China. Somando os recursos dos países Coreia do Sul, Taiwan, Japão e China, foi definido um valor de US$ 136 bilhões para todo o ano atual. Isso representa um aumento de 25% em comparação aos US$ 108,85 bilhões do ano passado.

O governo chinês aproveita as consequências das restrições comerciais para acelerar políticas de incentivo; entre as demais beneficiadas; estão a SMIC, maior fabricante de chips da China, e a Hua Hong Semiconductor e divisões da própria Huawei, que acelerou os investimentos em tecnologia própria após as sanções. Entretanto, mesmo com o incentivo à produção nacional realizado especialmente pelo governo da China, analistas avaliam que as fabricantes ainda não conseguem suprir sozinhas toda a demanda interna por chips avançados. Em tempo, alternativas espaciais como a Terafab de Elon Musk somam com o crescimento das companhias chinesas como potenciais alternativas à Nvidia.

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