Trump diz que Irã nunca obterá uma arma nuclear em meio às negociações para encerrar guerra
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta segunda-feira, 25, que o Irã “nunca terá uma arma nuclear”, em meio às negociações entre Washington e Teerã para um acordo que possa encerrar a guerra em curso e que já provoca desconforto entre aliados republicanos por não tratar diretamente do programa nuclear iraniano.
A declaração foi feita durante a cerimônia do Dia dos Caídos (Memorial Day) no Arlington National Cemetery, nos arredores de Washington, em homenagem aos 13 militares americanos mortos no conflito contra o Irã.
"Esses homens e mulheres extraordinários deram suas vidas para garantir que o principal Estado patrocinador do terrorismo no mundo nunca tenha uma arma nuclear. E não a terá. Nunca a terá, eu lhes asseguro", disse Trump durante o evento.
O presidente americano participou da cerimônia ao lado do vice-presidente JD Vance, do secretário de Defesa Pete Hegseth e do chefe do Estado-Maior Conjunto, Dan Caine.
Negociações e barreiras para acordo de paz
Nos últimos dias, Estados Unidos e Irã intensificaram os contatos diplomáticos para tentar concluir um acordo que possa encerrar o conflito. Segundo Washington, o pacto poderia ser fechado nos próximos dias, embora autoridades iranianas tenham afirmado nesta segunda-feira que um desfecho ainda não é iminente.
De acordo com informações divulgadas até agora, o acordo prevê a reabertura do estreito de Ormuz e a suspensão de parte das sanções impostas ao Irã. A questão nuclear, no entanto, ficaria para uma etapa posterior das negociações — ponto que gerou críticas entre senadores republicanos próximos de Trump.
O Memorial Day é celebrado na última segunda-feira de maio nos Estados Unidos em homenagem aos militares americanos mortos em combate em guerras como a World War II, a Korean War e a Vietnam War.
Segundo o governo americano, ao menos 13 militares dos EUA morreram na guerra contra o Irã, iniciada em fevereiro após uma ofensiva de grande escala conduzida pelos Estados Unidos e por Israel.
*Com informações da agência EFE.
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