Tudor celebra seu centenário com a nova linha Monarch

Por Ivan Padilla 15 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Tudor celebra seu centenário com a nova linha Monarch

GENEBRA. No ano em que completa 100 anos, a Tudor apresenta uma nova linha e atualiza modelos centrais do portfólio. A marca, fundada por Hans Wilsdorf, reforça a estratégia de integrar produção, avançar em certificações e ampliar a oferta com novos calibres de manufatura.

Entre os lançamentos apresentados no salão Watches & Wonders, que acontece em Genebra entre os dias 14 e 21 de abril, estão a nova família Monarch e versões atualizadas do Black Bay 54 e do Black Bay 58, além do Black Bay 58 GMT e da linha Royal. Acompanhe.

A principal novidade é o Monarch, que recupera uma denominação histórica da marca. O modelo combina caixa facetada de 39 mm em aço inoxidável com bracelete integrada e fecho T-fit. O mostrador tem acabamento escovado vertical, com numerais romanos entre 10 e 2 e árabes entre 4 e 8, criando um layout híbrido inspirado em referências antigas da marca. A textura remete ao papiro.

O relógio é equipado com o calibre de manufatura MT5662-2U, que pode ser visto pelo fundo transparente. O movimento traz horas, minutos e pequenos segundos às 6 horas, com acabamento tradicional, incluindo perlage, Côtes de Genève e rotor com disco em ouro de 18 quilates. A construção prioriza robustez e precisão, com oscilador de inércia variável e ponte transversal com dois pontos de fixação.

O modelo recebe certificação Master Chronometer do METAS, que exige precisão entre 0 e +5 segundos por dia, resistência a campos magnéticos de até 15.000 gauss, além de testes de estanquidade e reserva de marcha. A autonomia é de cerca de 65 horas.

Preço: R$ 39.850

Black Bay 54 “Blue”

O Black Bay 54 ganha uma nova versão em azul. O modelo mantém a proposta de ser o mais fiel ao primeiro relógio de mergulho da Tudor, a referência 7922. O ar vintage vem da caixa com 37 mm e da luneta unidirecional sem marcações, seguindo o design dos anos 1950.

O mostrador azul com acabamento sunray é levemente côncavo. Os ponteiros Snowflake, introduzidos em 1969, permanecem, com revestimento luminescente. O ponteiro de segundos segue o formato “lollipop”, inspirado nos modelos históricos.

O calibre é o MT5400, com certificação COSC, espiral de silício e reserva de marcha de 70 horas. O movimento opera dentro de tolerância de -2/+4 segundos por dia. A resistência à água é de 200 metros.

O modelo pode ser equipado com bracelete de aço com rebites ou borracha, ambas com sistema T-fit, que permite ajuste rápido de até 8 mm sem ferramentas.

Preço: R$ 30.250 na pulseira com borracha e R$ 31.950 no bracelete

Black Bay 54: nova cor (Tudor/Divulgação)

Black Bay 58 GMT

A Tudor amplia a linha Black Bay com o Black Bay 58 GMT. O modelo mantém a caixa de 39 mm e incorpora função de segundo fuso horário. A luneta bidirecional combina tons de bordeaux e preto com escala de 24 horas em dourado.

O mostrador preto fosco tem detalhes dourados e leve curvatura. A estética segue a linguagem dos anos 1950, com referências à aviação comercial do período. A coroa mantém o logotipo da rosa Tudor em relevo.

O relógio usa o calibre MT5450-U, com certificação COSC e Master Chronometer. O movimento oferece funções de horas, minutos, segundos e GMT, com reserva de marcha de 65 horas. A construção segue a arquitetura evolutiva da marca, sem módulos adicionais.

A certificação METAS garante precisão entre 0 e +5 segundos por dia, resistência magnética de 15.000 gauss e estanquidade de 200 metros.

Há opções de bracelete de cinco elos, três elos com rebites ou borracha, todas com fecho T-fit.

Preço: R$ 38.250

Black Bay 58

A linha Black Bay 58, base da coleção, obteve novamente a certificação Master Chronometer, após uma série de testes aos quais foi submetido o relógio.  O Black Bay 58 mantém a caixa de 39 mm, agora com espessura de 11,7 mm.

O design foi refinado, com mostrador reduzido a duas linhas de texto, ponteiros com base mais estreita e nova luneta. O triângulo vermelho na luneta permanece como referência histórica.

O calibre MT5400-U oferece 65 horas de reserva de marcha, espiral de silício e resistência magnética. A precisão segue os critérios do METAS.

O modelo passa a ser oferecido com bracelete de cinco elos, três elos ou borracha, todas com ajuste rápido T-fit.

Preço: R$ 34.350 na pulseira de borracha e R$ 36.850 no bracelete

Black Bay Ceramic

O Black Bay Ceramic foi apresentado em 2021. Agora, vem com uma estética mais escurecida e um novo bracelete em cerâmica com três elos.

a condizer. Este relógio é testemunho da mestria técnica na produção e no desempenho do movimento, assim como na ciência dos materiais.

A novidade segue os padrões exigentes da indústria em termos de cronometria e resistência a campos magnéticos e foi testado pelo Instituto Federal de Metrologia (METAS). Os elementos em cerâmica preta mate, o mostrador em antracite e os ponteiros pretos com luminescência devem agradar aos fãs da marca.

A caixa vem com 41 mm de diâmetro em cerâmica preta mate, o mostrador preto tem acabamento sunray acetinado ligeiramente côncavo com marcadores de horas aplicados. O calibre é o de manufatura MT5602-U com certificação COSC (Official Swiss Chronometer Testing Institute), espiral de silício e reserva de marcha de 70 horas.

Preço: R$ 52.300

Black Bay Ceramic: acabamento fosco (Tudor/Divulgação)

A linha Royal é ampliada com novos tamanhos de 30 mm, 36 mm e 40 mm. Os modelos mantêm a proposta de relógio esportivo com estética integrada.

A caixa pode ser em aço ou aço com ouro amarelo. A luneta tem ranhuras de alta precisão. O mostrador ganha novas cores, incluindo azul, verde, marfim, salmão, bordeaux e madrepérola.

Os modelos passam a usar calibres de manufatura MT5201, MT5412 e MT5633. A reserva de marcha chega a 70 horas nos modelos maiores e 50 horas no menor. O bracelete integrada de cinco elos mantém acabamento misto e fecho T-fit.

Preço: R$ 24.900

Certificação e integração industrial

Os lançamentos reforçam a estratégia da Tudor de avançar na certificação Master Chronometer e na produção interna. A manufatura em Le Locle, concluída em 2021, centraliza montagem e testes, enquanto a Kenissi responde pela produção de movimentos. Com isso, a marca amplia o controle sobre qualidade, desempenho e desenvolvimento técnico, no ano em que celebra um século desde sua fundação.

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