USP e Ministério do Meio Ambiente lançam maior mapeamento nacional de educação climática nas escolas
Das enchentes no Rio Grande do Sul a seca severa na Amazônia, pelo menos 1,17 milhão de estudantes brasileiros tiveram as aulas interrompidas por eventos climáticos extremos nos últimos anos.
Em 2025, o cenário não melhorou: mais de 2,5 milhões de crianças estudam em escolas situadas em áreas pelo menos 3°C mais quentes do que as cidades onde vivem, e cerca de 15 milhões de jovens do ensino médio tem aulas em locais com baixa ou mínima resiliência a inundações.
A crise climática já chegou às salas de aula e o sistema educacional não está preparado. Segundo dados do último Censo Escolar, 1/3 das 179 mil escolas públicas e privadas do Brasil não desenvolve nenhuma atividade relacionada a meio ambiente ou mudanças climáticas.
É exatamente essa lacuna que uma parceria entre a USP e o Ministério do Meio Ambiente (MMA) veio preencher. O ponto de partida foi uma pergunta: como a comunicação pode qualificar o que se ensina sobre clima nas escolas?
A resposta, construída ao longo de dois anos, resultou no maior mapeamento de iniciativas de educação climática em todo o país e um curso gratuito que já formou 14,5 mil educadores.
O impacto chegou aos índices de alfabetização: o percentual de crianças alfabetizadas no estado caiu 18,7 pontos percentuais em relação ao ano anterior. Na Amazônia, a seca tornou os rios inavegáveis e impediu que alunos, professores e suprimentos chegassem às escolas.
Os frutos da parceria
O curso "Educomunicação e Clima: precisamos conversar sobre emergência climática nas escolas", disponível gratuitamente na plataforma Avamec do Ministério da Educação, foi lançado em dezembro de 2025.
A formação incentiva a leitura crítica das mídias, a produção colaborativa de conteúdos e práticas participativas de gestão climática e também apoia a elaboração de Planos de Ação Climática nos territórios.
Já o mapeamento colaborativo identificou 203 organizações atuantes em educação ambiental climática em todas as unidades da federação, consolidando um banco de dados com instituições, entidades e coletivos de educomunicação.
As informações estão disponíveis para consulta pública em mapa interativo no Sistema Brasileiro de Monitoramento e Avaliação em Educação Ambiental (MonitoraEA).
O projeto também gerou produção científica: 18 artigos em revistas nacionais, três em periódicos internacionais e duas coletâneas publicadas.
Educação climática como política pública
A crise climática reforça a urgência da educação ambiental. Em 2025, o Brasil passou a integrar uma iniciativa pioneira de inclusão da educação sobre oceanos no currículo escolar, o chamado "currículo azul", reconhecendo o oceano como regulador climático e fonte essencial de vida.
Para o diretor do Departamento de Educação Ambiental do MMA, Marcos Sorrentino, as práticas educomunicativas podem ajudar comunidades escolares a assimilar o conhecimento sobre a emergência climática de forma crítica e criativa, além de promover ações locais e fortalecer o engajamento e conscientização.
1/10 Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas (Museu das Amazônias: espaço de cultura pensado para ser um dos principais legados da COP30. Foca temas como meio ambiente, preservação e mudanças climáticas)
2/10 Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros (Estação das Docas: inaugurada em 2000, é um dos principais pontos turísticos da cidade e esteve lotada durante todos os dias da COP30. Reúne restaurantes e terminal de passageiros)
3/10 Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30 (Porto Futuro: área portuária transformada em polo cultural como um dos legados da COP30)
4/10 (Nova Doca: parque linear inaugurado após a revitalização de um trecho de 1,2 quilômetro da Avenida Visconde de Souza Franco. O projeto inclui o tratamento de um dos tantos canais que cortam a cidade)
5/10 Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30 (Mercado de São Brás: o prédio foi inaugurado em 1911, no auge do ciclo da borracha, e reformado para a COP30.)
6/10 Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico (Ver-o-Peso: seu açaí com peixe frito continua sendo um ícone amazônico)
7/10 Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência (Ver-o-Peso: mercado símbolo de Belém, foi parcialmente reformado para a COP30 e foi um dos destinos preferidos dos visitantes durante a conferência)
8/10 Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas (Mercado de São Brás: reúne 80 espaços gastronômicos e é um novo point de paraenses e turistas)
9/10 Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém (Avenida Duque de Caxias: uma das vias reformadas para dar acesso ao Parque da Cidade e que fica de legado para Belém)
10/10 Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia (Porto de Outeiro: localizado a 20 quilômetros do centro de Belém, foi reformado para receber grandes navios durante a COP30 e será um hub de turismo para a Amazônia)
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