Amaggi compra 40% da FS, gigante do etanol de milho

Por Luiz Anversa 14 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Amaggi compra 40% da FS, gigante do etanol de milho

A Amaggi anunciou nesta quarta‑feira a compra de 40% da FS, uma das maiores produtoras de etanol de milho do Brasil. A operação inclui um aporte de US$ 100 milhões e por meio da emissão primária de ações, com entrada de novos recursos na FS, além da compra de participações de acionistas atuais.

O valor total da transação não foi divulgado. Com o negócio, a Amaggi — tradicional gigante do agronegócio com atuação em grãos, logística e exportação — amplia sua presença em um mercado em expansão e com participação crescente na matriz de combustíveis renováveis do país.

A FS foi pioneira na produção de etanol exclusivamente à base de milho no Brasil, iniciando suas operações em 2017. Atualmente, a empresa tem três usinas no Mato Grosso, com capacidade conjunta de aproximadamente 2,5 bilhões de litros por ano.

A companhia também está construindo uma quarta unidade industrial em Campo Novo do Parecis (MT), com início de operação previsto para o fim de 2026. A nova planta deve adicionar cerca de 600 milhões de litros anuais, elevando a capacidade total para 3,2 bilhões de litros de etanol por ano.

Expansão do etanol de milho

O movimento ocorre em um contexto de expansão acelerada do etanol de milho no Centro‑Sul do Brasil. Segundo a União da Indústria de Cana‑de‑Açúcar e Bioenergia (Unica), o combustível respondeu por 27% da produção total de etanol da região na safra 2025/26. O crescimento do segmento também é impulsionado por investimentos de empresas como a Inpasa.

Além da expansão industrial, a FS tem investido em tecnologias de descarbonização. Em setembro, a empresa inaugurou, em Lucas do Rio Verde (MT), sua primeira unidade de captura e armazenamento de carbono, com capacidade para estocar 423 mil toneladas anuais de CO₂.

Segundo a companhia, a iniciativa permitirá que a FS se torne a primeira produtora de combustível carbono negativo do mundo.

O negócio foi protocolado no Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e ainda depende da aprovação das autoridades concorrenciais brasileiras para ser concluído.

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