Futuro do trabalho: 78 milhões de novas vagas devem surgir até 2030, mas qualificação será decisiva

Por Victoria Rodrigues 15 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Futuro do trabalho: 78 milhões de novas vagas devem surgir até 2030, mas qualificação será decisiva

O Relatório sobre o Futuro dos Empregos de 2025-2030, realizado pelo Fórum Econômico Mundial, prevê 78 milhões de oportunidades de emprego dentro do período de cinco anos. No entanto, traz o alerta de que é necessário a qualificação das forças de trabalho.

Mais do que a qualificação técnica, assim como o relatório de 2023, o estudo recente ressalta as soft skills como diferencial para se manter no mercado de trabalho.

Com o avanço da inteligência artificial, muitas das novas vagas que surgirão estarão ligadas a tecnologia, exigindo a requalificação (reskilling) e aprimoramento (upskilling) dos profissionais. Porém, o relatório também prevê a destruição de 92 milhões de empregos, por fatores econômicos e falta de habilidades.

Os dados do levantamento mostram que 41% dos empregadores planejam reduzir a força de trabalho e automatizar funções com uso de IA. Além disso, com os avanços tecnológicos, cerca de 40% das habilidades atuais devem mudar até 2030.

Quem vai mover o mercado?

O relatório afirma que os avanços tecnológicos, mudanças demográficas e transição verde, serão os principais responsáveis pelas novas oportunidades de emprego ao remodelar setores inteiros e criar novas necessidades de consumo e serviços.

No topo dessa transformação está a tecnologia, que atua como um motor de criação de novos modelos de negócios. Isso coloca desenvolvedores de software, especialistas em Big Data e profissionais de segurança cibernética no centro das atenções das empresas que buscam se modernizar.

Ao mesmo tempo, as mudanças na população e a urgência ambiental geram demandas distintas: países desenvolvidos precisam de mais cuidados de saúde devido ao envelhecimento, enquanto regiões em desenvolvimento demandam infraestrutura educacional para seus jovens.

Somado a isso, a transição verde para uma economia de baixo carbono exige uma nova leva de engenheiros ambientais e especialistas em energias renováveis, além de profissionais técnicos para construir a infraestrutura sustentável do futuro.

Apesar do foco em carreiras especializadas, o relatório destaca que o maior crescimento em números absolutos virá dos setores de "linha de frente". Funções como trabalhadores rurais, motoristas de entrega e profissionais da construção civil continuam sendo a base indispensável que sustenta todas as outras transformações.

Aprender para não ficar para trás

Até 2030, a requalificação (reskilling) e o aprimoramento (upskilling) de habilidades serão vitais para a sobrevivência no mercado, com a estimativa de que 59% da força de trabalho global precisará atualizar seus conhecimentos.

Para as empresas, essa não é apenas uma questão social, mas estratégica, já que a falta de competências é apontada por empregadores como a principal barreira para a inovação e o crescimento dos negócios.

Seu potencial em evidência

Diante de um mercado em que as habilidades mudam rapidamente e a IA já interfere até na forma como candidatos são avaliados, preparar-se para processos seletivos deixou de ser apenas uma etapa da busca por emprego. Tornou-se uma habilidade de carreira.

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Afinal, se as competências exigidas pelas empresas estão mudando, a forma de se apresentar ao mercado também precisa evoluir.

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