Inflação no Brasil e EUA, balanços e Trump e Xi Jinping: o que move os mercados
A semana dos dias 11 a 15 é marcada por diversos indicadores econômicos do Brasil e Estados Unidos, além da reta final da temporada de balanços por aqui. O mercado também acompanha o desenrolar da Guerra no Irã e o encontro de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, e Xi Jinping, presidente da China.
O que acompanhar no Brasil
A semana abre com a divulgação do Boletim Focus. O último relatório apontou para uma revisão para cima do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 4,86% em 2026 para 4,89%. Já a Selic se manteve em 13%, assim como o câmbio, que permaneceu em R$ 5,25.
Ainda na segunda-feira, 11, terá a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC - Fipe). À tarde, sai a balança comercial semanal da Secex.
Entretanto, o principal destaque da semana é o IPCA, que será divulgado na terça-feira, 12. Para a XP Investimentos, o avanço dos preços deve ser de 0,7% em abril. Em maio, esse número veio em 0,88%. O Bradesco projeta algo próximo, em 0,69%. A leitura é fundamental para dar base às próximas decisões do Comitê de Política Monetária (Copom).
Já na quarta-feira, 13, será divulgada a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) referente ao mês de março. A expectativa é de alta de 0,2%, dado que pode ajudar a medir a capacidade de sustentação do consumo no país. Também no mesmo dia, o Banco Central publica o fluxo cambial semanal.
Na quinta-feira, 14, os destaques ficam por conta dos números do mercado de trabalho. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apresenta os resultados da Pnad Contínua do primeiro trimestre.
A Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de março encerra a semana de indicadores na sexta-feira, 15. A projeção aponta avanço de 0,2%, o que pode reforçar sinais sobre o desempenho da atividade econômica nos primeiros meses do ano.
Também há a reta final da temporada de balanços no Brasil. Entre as empresas estão Petrobras, BTG Pactual, Natura, Banco do Brasil, CSN, Casas Bahia, Nubank e MRV.
Agenda dos EUA
Nos Estados Unidos, o principal destaque da agenda econômica será a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor (CPI, na sigla em inglês) de abril, indicador preferido do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), que será publicado na terça-feira.
A expectativa é de alta de 0,6% no índice cheio, abaixo do avanço de 0,9% registrado no mês anterior. Já o núcleo da inflação, que exclui alimentos e energia, deve acelerar de 0,2% para 0,4% na comparação mensal. No mesmo dia, sai o resultado fiscal mensal do país.
Os dados serão observados de perto por investidores e analistas em busca de sinais sobre os próximos passos da política monetária do Fed e sobre a persistência das pressões inflacionárias na economia americana, principalmente advindas da Guerra no Irã.
Na quarta-feira, o Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) complementa a agenda econômica dos EUA, trazendo uma leitura adicional sobre os custos na cadeia produtiva.
Na quinta-feira, a atenção do mercado se volta para os novos pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos. Também serão divulgados os dados de vendas no varejo de abril. Já na sexta-feira, a agenda econômica inclui a divulgação dos números da produção industrial de abril.
A semana também será marcada pelo encontro entre Donald Trump e Xi Jinping, em Pequim, nos dias 14 e 15 de maio. A reunião é vista como relevante por ocorrer em um momento de atenção global sobre comércio, tecnologia e geopolítica, além de representar a primeira visita presidencial americana à China desde 2017.
Guerra no Irã
Trump classificou neste domingo a resposta do Irã à proposta americana de paz como “totalmente inaceitável”. A reação foi publicada na rede Truth Social após Teerã enviar uma contraproposta mediada pelo Paquistão.
Segundo a imprensa iraniana, o Irã exige o fim das sanções americanas, a liberação de cerca de US$ 100 bilhões em ativos congelados no exterior e participação na gestão do Estreito de Ormuz.
O principal impasse segue sendo o programa nuclear iraniano. De acordo com o portal Axios, os EUA defendem a suspensão do enriquecimento de urânio por até 20 anos, enquanto Teerã evita tratar diretamente do tema.
As negociações acontecem em meio à tentativa diplomática de evitar uma retomada do conflito iniciado no fim de fevereiro.
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