Irã ameaça ataque contra forças dos EUA após 'Projeto Liberdade' de Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de forças navais para escoltar embarcações no Estreito de Ormuz a partir desta segunda-feira, 4, em meio à escalada de tensão com o Irã, que reagiu com ameaças diretas de ataque caso a operação seja executada.
A medida, chamada de “Projeto Liberdade”, foi apresentada por Trump como uma ação “humanitária” para garantir a passagem de navios de países que não participam do conflito no Oriente Médio.
Segundo o presidente americano, diversas embarcações estariam enfrentando escassez de alimentos e suprimentos após o bloqueio da rota marítima.
Operação militar amplia risco de confronto
De acordo com o Comando Central dos Estados Unidos, a operação contará com destróieres equipados com mísseis guiados, mais de 100 aeronaves e cerca de 15 mil militares.
A escolta deve ocorrer diretamente na região do estreito, uma das principais rotas globais para o transporte de petróleo.
O Irã respondeu com um alerta contundente. O general Ali Abdollahi afirmou que qualquer presença militar estrangeira, especialmente dos Estados Unidos, será alvo de ataques caso se aproxime ou entre na área.
Bloqueio no estreito afeta comércio global
O fechamento quase total do Estreito de Ormuz ocorre desde 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel iniciaram ataques contra o Irã.
Em resposta, Teerã restringiu a passagem de navios, enquanto Washington impôs um bloqueio naval aos portos iranianos.
Segundo a empresa AXSMarine, havia ao menos 913 navios comerciais na região até o fim de abril, muitos enfrentando dificuldades logísticas e falta de suprimentos.
Negociações seguem sem acordo
A crise persiste apesar de um cessar-fogo em vigor desde 8 de abril. Tentativas de negociação realizadas no Paquistão não avançaram, com divergências sobre o controle do estreito — incluindo a proposta iraniana de cobrar pedágio — e sobre o programa nuclear do país.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baqai, pediu que os Estados Unidos abandonem “exigências excessivas” e adotem uma postura mais razoável. Segundo ele, a prioridade de Teerã é encerrar o conflito.
Impacto global pressiona preço do petróleo
A guerra já provoca efeitos diretos na economia mundial. O preço do barril de petróleo tipo Brent atingiu US$ 126 na última semana, o maior nível em quatro anos, e recuava para cerca de US$ 108 nesta segunda-feira.
O conflito também já deixou milhares de mortos, especialmente no Irã e no Líbano, onde Israel mantém ofensivas contra o grupo Hezbollah, mesmo após a trégua.
Nenhum comentário disponível no momento.
Comentários
Deixe seu comentário abaixo: