Moura Dubeux lucra R$ 420 milhões em 2025, alta de 67%

Por Mitchel Diniz 12 de Março de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Moura Dubeux lucra R$ 420 milhões em 2025, alta de 67%

A Moura Dubeux encerrou 2025 com resultados recordes, impulsionados pela expansão dos lançamentos, aumento das vendas e avanço da rentabilidade. A incorporadora registrou lucro líquido de R$ 420 milhões no ano, alta de 67,4% em relação a 2024. No quarto trimestre, o lucro somou R$ 111,9 milhões, crescimento de 148,9% na comparação anual. A margem líquida chegou a 17,8% no acumulado do ano, ante 16% em 2024.

O Ebitda ajustado atingiu R$ 489,9 milhões em 2025, avanço de 69,8% frente ao ano anterior, com margem de 20,8%, refletindo maior escala operacional e diluição de despesas. No quarto trimestre, o indicador somou R$ 138 milhões, alta de 159% ante o mesmo período de 2024.

A receita líquida alcançou R$ 2,36 bilhões em 2025, crescimento de 50,1% sobre 2024. No quarto trimestre, a receita foi de R$ 704,7 milhões, praticamente o dobro da registrada no mesmo período do ano anterior. O desempenho foi impulsionado sobretudo pelo modelo de condomínio de construção, que aumenta a monetização por meio de taxas de consultoria, administração e comercialização de terrenos.

No campo operacional, a companhia registrou R$ 3,51 bilhões em vendas líquidas em 2025, avanço de 47% na comparação anual. No quarto trimestre, as vendas líquidas somaram R$ 698 milhões, alta de 34,1% frente ao mesmo período de 2024. Os distratos representaram 6,9% das vendas brutas no ano, queda de 1,7 ponto percentual em relação ao exercício anterior, indicando maior qualidade das vendas.

O VSO (vendas sobre oferta), indicador que mede a velocidade de vendas dos empreendimentos, ficou em 51,7% nos últimos 12 meses, leve recuo de 2,6 pontos percentuais na comparação anual. Já o VSO dos lançamentos em 2025 atingiu 55,4%.

Os lançamentos totalizaram R$ 4,59 bilhões em VGV líquido em 2025, crescimento de 80,7% sobre 2024, distribuídos em 17 projetos. No quarto trimestre, o volume lançado chegou a R$ 988 milhões, mais que o dobro do registrado um ano antes.

A estrutura de capital permaneceu relativamente conservadora. A empresa encerrou o ano com dívida líquida de R$ 324 milhões, equivalente a 21,4% do patrimônio líquido. Ao longo de 2025, houve consumo de caixa operacional de R$ 117 milhões, desconsiderando dividendos, refletindo o ciclo de expansão da companhia. No período, a incorporadora também distribuiu mais de R$ 351 milhões em dividendos aos acionistas.

Entre os destaques operacionais, a Moura Dubeux terminou o ano com 61 projetos em andamento, somando R$ 12,7 bilhões em VGV bruto e mais de 14 mil unidades em desenvolvimento. O landbank chegou a R$ 10,9 bilhões em VGV potencial, enquanto o estoque totalizou R$ 3,5 bilhões em valor de mercado, com a maior parte das unidades prevista para entrega entre 2026 e 2030.

Em 2025, a companhia também anunciou movimentos estratégicos para ampliar seu mercado. Entre eles estão a criação da Ún1ca, nova vertical voltada ao segmento econômico, e uma joint venture com a Direcional, com o objetivo de acelerar a entrada no mercado de habitação popular no Nordeste.

Já no início de 2026, a Moura Dubeux reforçou sua estrutura de capital ao realizar um follow-on de R$ 483 milhões, com preço de R$ 25 por ação. A oferta teve demanda 6,6 vezes superior ao volume ofertado, marcando a primeira operação de equity no mercado brasileiro em 2026 e ampliando a base de investidores institucionais da companhia para sustentar o próximo ciclo de crescimento.

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