Pronunciamento de Trump e Boletim Focus: o que move os mercados hoje

Por Rebecca Crepaldi 6 de Abril de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Pronunciamento de Trump e Boletim Focus: o que move os mercados hoje

A segunda semana de abril tem início após um final de semana agitado em relação à Guerra do Irã. A busca por um piloto desaparecido se tornou palco de disputa política entre Irã e Estados Unidos – resultando no resgate do soldado pelas forças americanas.

Donald Trump, presidente dos EUA, também deu um ultimato ao Irã: eles teriam 48h para reabrir o Estreito de Ormuz, antes que o “inferno” se abata sobre eles.

O resultado de tudo isso é que Trump fará uma coletiva nesta segunda-feira, 6, no Salão Oval às 13h (14h no horário de Brasília), publicou em sua conta no Truth Social. Nesse horário, os mercados já estarão abertos e o prazo ao Irã vai ter expirado próximo das 10h.

Sendo assim, os investidores acompanham de perto o desenrolar da guerra e as bolsas ao redor do mundo devem reagir ao discurso.

O que ficar atento no Brasil

Às 9h sai o Boletim Focus com as últimas projeções do mercado. Na semana passada, analistas consultados pelo Banco Central elevaram as projeções para a inflação, PIB e Selic em 2026, mas mantiveram a estimativa para o dólar.

Para este ano, a estimativa da inflação cresceu pela terceira semana consecutiva, de 4,17% para 4,31%. O PIB para este ano também subiu de 1,84% para 1,85%. Já o dólar se manteve em R$ 5,40 em 2026, enquanto a Selic subiu de 12,25% para 12,50%.

Às 10h saem o PMI Composto S&P Global de março, cuja última leitura foi 51,3, e o PMI de do Setor de Serviços S&P Global (Mar), cuja última leitura foi 53,1. Na sequência, às 11h, sai o Índice ISM do setor de serviços de março.

O que ficar de olho no mundo

Nesta segunda-feira, parte da Europa ainda estará em feriado de Páscoa, como Reino Unido, Alemanha, Suíça, Itália, França, Portugal e Espanha. Além da Austrália, Hong Kong, China, África do Sul e Nova Zelândia.

Já nos Estados Unidos, o calendário econômico traz uma série de indicadores focados no setor de serviços, todos com divulgação marcada para às 11h. Entre eles, o ISM de Atividade Empresarial Não Manufatureira de março aparece como destaque, mostrando na última leitura 59,9 pontos.

O ISM Não-Manufatura: Emprego registrou 51,8 pontos no mês anterior, enquanto os Novos Pedidos do setor marcaram 58,6. O PMI ISM Não-Manufatura vem com projeção de 54,8, abaixo dos 56,1 da última medição, e o índice de Preços da atividade não manufatureira manteve-se elevado em 63,0 pontos, sinalizando pressões inflacionárias persistentes no segmento de serviços.

Agenda da semana

Após uma segunda-feira mais fraca de indicadores, a terça-feira, 7, começa a aquecer a semana. O destaque internacional será a divulgação dos PMIs finais de serviços de março na zona do euro, incluindo Alemanha, França e Reino Unido.

Nos Estados Unidos, será divulgado o ADP de variação de empregos privados de março, importante para antecipar o relatório oficial de empregos. No Brasil, será conhecida a balança comercial do mesmo mês, fornecendo pistas sobre o desempenho do comércio exterior.

Na quarta-feira, 8, no cenário doméstico, saem o IGP-DI de março e o Índice de Commodities do Banco Central, ambos importantes para acompanhar a pressão sobre preços e insumos. Nos EUA, o foco será a ata da última reunião do Federal Reserve, documento que deve detalhar o contexto e as discussões sobre possíveis ajustes na política de juros.

Já na quinta-feira, 9, os Estados Unidos concentram os principais indicadores do dia, começando pelo PIB final do 4º trimestre de 2025 e o PCE de fevereiro, índice de inflação preferido pelo Fed. Também serão divulgados os pedidos semanais de auxílio desemprego e dados de gastos e rendimento pessoal. Internacionalmente, a China apresenta o IPC e o IPP de março, oferecendo um panorama da inflação e dos preços no setor industrial.

Por fim, na sexta-feira, 10, o grande destaque no Brasil será a divulgação do IPCA de março. Segundo analistass, o aumento recente nos preços da gasolina, mesmo sem reajustes oficiais da Petrobras, deve contribuir para pressionar a inflação.

Nos Estados Unidos, será divulgado o CPI de março, o primeiro a refletir de forma mais abrangente os impactos do conflito no Oriente Médio sobre os preços. A semana termina com a prévia do índice de confiança do consumidor da Universidade de Michigan para abril.

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