Arrecadação chega a R$ 325,7 bilhões, maior valor mensal desde 2000

Por André Martins 24 de Fevereiro de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Arrecadação chega a R$ 325,7 bilhões, maior valor mensal desde 2000

A arrecadação do governo federal registrou crescimento real (após descontada a inflação) de 3,56% em janeiro na comparação com o mesmo mês de 2025, e chegou a R$ 325,7 bilhões, informou a Receita Federal nesta terça-feira, 24.

O resultado é o melhor desempenho arrecadatório para o mês da história. Em termos nominais, é o maior valor arrecadado pela Receita desde 2000.

No ano passado, a União encerrou 2025 com uma arrecadação de R$ 2,88 trilhões, alta de 3,75% em relação a 2024.

O principal vetor de alta em janeiro foi o IRRF-Rendimentos do Capital, que alcançou R$ 14,6 bilhões, com crescimento real de 32,56%.

O avanço foi puxado pela alta nominal de 55,29% na tributação sobre aplicações de renda fixa, de 61,07% em Juros sobre Capital Próprio e de 29,94% em fundos de renda fixa.

O desempenho reflete o nível ainda elevado da taxa básica de juros e a maior rentabilidade de ativos atrelados à renda fixa, o que ampliou a base tributável.

A Receita Previdenciária também contribuiu para o resultado, com arrecadação de R$ 63,4 bilhões e alta real de 5,48%. O desempenho acontece pelo crescimento real de 3,89% da massa salarial, do aumento de 7,46% na arrecadação do Simples Nacional — regime simplificado para micro e pequenas empresas — e da elevação de 17,02% nas compensações tributárias.

Outro destaque foi o IOF, que somou R$ 8 bilhões, com expressivo crescimento real de 49,05%. O avanço está associado principalmente às operações de câmbio ligadas à saída de moeda estrangeira, às operações de crédito e às transações com títulos e valores mobiliários, após alterações na legislação do tributo.

Já PIS/Pasep e Cofins registraram arrecadação conjunta de R$ 56 bilhões, com alta real de 4,35%. O resultado acompanha o aumento de 2,84% no volume de vendas do comércio, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC-IBGE), e de 3,45% no volume de serviços, conforme a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS-IBGE), na comparação entre dezembro de 2025 e dezembro de 2024.

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