Balança comercial do Brasil tem superávit de US$ 7,8 bi em maio, puxado por agronegócio e indústria
A balança comercial brasileira encerrou maio com saldo positivo de US$ 7,8 bilhões, resultado das exportações de US$ 31,9 bilhões e das importações de US$ 24,08 bilhões realizadas no período. Com esse desempenho, o superávit acumulado em 2026 alcançou US$ 32,66 bilhões.
Os números foram divulgados nesta quarta-feira, 3, pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).
Na comparação com maio de 2025, quando o saldo comercial ficou em US$ 7,2 bilhões, o resultado deste ano representa avanço de 10,8%.
Agronegócio e da indústria impulsionam exportações
Entre os setores exportadores, a agropecuária registrou crescimento de US$ 730 milhões, equivalente a 9,8%, enquanto a indústria de transformação ampliou suas vendas externas em US$ 1,37 bilhão, alta de 9%. A indústria extrativa foi a única a apresentar retração, com queda de US$ 130 milhões, ou 1,9%.
No campo, o aumento das exportações foi influenciado principalmente pela soja, que teve avanço de 14,6%, e pelo algodão em bruto, com expansão de 45,3%.
Também contribuíram para o resultado os embarques de milho, que cresceram 267,2%, e de arroz com casca, cuja alta chegou a 109.491,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Na indústria de transformação, os principais destaques foram as exportações de carne bovina, com crescimento de 50,2%, óleos combustíveis de petróleo, que avançaram 75,2%, e ouro, com alta de 56,7%.
Considerando os cinco primeiros meses do ano, todos os segmentos registraram expansão nas vendas externas. A agropecuária acumulou crescimento de 7,3%, a indústria extrativa avançou 17,3% e a indústria de transformação teve aumento de 5,6%.
Importações crescem puxadas por veículos e combustíveis
Pelo lado das importações, a agropecuária apresentou retração de 7,8% em maio, enquanto a indústria extrativa registrou queda de 10,1%. A indústria de transformação foi o único segmento a ampliar as compras externas, com crescimento de 6,3%.
Entre os produtos importados, destacaram-se os veículos automóveis de passageiros, com aumento de 80,1%, os óleos combustíveis de petróleo, que cresceram 45,2%, e a prata, cujas importações avançaram 129%.
No acumulado de 2026 até maio, as importações da agropecuária recuaram 19% em relação ao mesmo período do ano passado. Na indústria extrativa, a queda foi de 6,2%. Já a indústria de transformação registrou crescimento de 4,2% nas compras realizadas no exterior.
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