Ela transformou o próprio escritório em laboratório de IA — agora revela o checklist para o mercado

Por Da Redação 15 de Maio de 2026 👁️ 0 visualizações 💬 0 comentários
Ela transformou o próprio escritório em laboratório de IA — agora revela o checklist para o mercado

O dilema que tira o sono dos conselhos de administração no Brasil em 2026 não é mais se a empresa deve ou não adotar inteligência artificial.

O verdadeiro desafio regulatório reside na governança: o que acontece se o algoritmo tomar uma decisão enviesada, vazar dados estratégicos ou infringir direitos autorais? Com cerca de 47,4% dos profissionais recorrendo a ferramentas de IA de forma oculta (shadow AI), o risco de as corporações operarem no escuro é imediato.

Para desatar esse nó, Patricia Peck, PhD, fundadora do Peck Advogados e professora da Saint Paul Escola de Negócios, levará um guia de sobrevivência ao palco do AI Summit 2026, no dia 2 de junho.

Em entrevista exclusiva à EXAME, a especialista antecipa que a resposta não está em proibir a tecnologia, mas em desenhar arquiteturas de controle robustas.

“Lógico que a gente não pode dizer 'não' para a inteligência artificial. Mas a gente tem que dizer o como— how AI. Como eu consigo aderir com segurança?”, provoca.

A cultura 'sandox' interna: testar para governar

A autoridade de Patricia Peck no assunto não vem apenas dos livros e das salas de aula na Saint Paul, onde leciona sobre Governança Ética da IA. Vem da prática de quem transformou o próprio escritório em laboratório.

Para lidar com as constantes atualizações tecnológicas, o Peck Advogados estruturou um comitê interno e um grupo de trabalho permanente focado em homologação algorítmica.

“Nós pegamos um núcleo de pessoas com mais afinidade e aptidão para fazer os primeiros testes e passar pela homologação. É assim que a gente consegue, de um lado, utilizar a IA para otimizar nossos processos e, de outro, acompanhar a evolução em tempo real”, explica.

O checklist de riscos: o "dever de casa" do C-Level

Na palestra magna que preparou para o evento promovido pela EXAME e Saint Paul, Peck vai apresentar um framework prático — um passo a passo estruturado para mitigar os cinco principais riscos que orbitam a inteligência artificial corporativa:

Risco Ético e de Transparência: Combate a vieses discriminatórios nas tomadas de decisão automatizadas.

Privacidade e Proteção de Dados: Garantia de conformidade com a LGPD e blindagem contra o vazamento de dados inseridos em prompts.

Cibersegurança: Prevenção contra novas vulnerabilidades exploradas por agentes maliciosos por meio de engenharia reversa de IA.

Propriedade Intelectual: Alinhamento sobre direitos autorais de conteúdos gerados por algoritmos ou uso indevido de bases protegidas.

Concorrência Desleal: Governança sobre o uso de dados de mercado e limites de atuação comercial.

O objetivo, segundo a advogada, é fazer com que o público saia com decisões práticas imediatas para a segunda-feira seguinte. "A ideia é dar um checklist mesmo.

O que pode e o que não pode em uma ata de reunião? Qual o limite do uso de IA para conselheiros? Como redigir uma política de governança corporativa viável?", detalha.

Cenário regulatório e a janela antes do "apagão" de fim de ano

Olhar para o futuro da regulamentação no Brasil e em mercados maduros, como a União Europeia, também fará parte do painel. Diferentes setores, como o de saúde — que já conta com regras específicas do Conselho Federal de Medicina —, exigem atenção redobrada dos gestores.

Mais do que apontar caminhos jurídicos, Patricia Peck enxerga o AI Summit 2026 como um marco de calendário crucial para os negócios. Em um ano atípico, com o segundo semestre pressionado pelo ritmo das eleições e os preparativos para o mercado em 2027, o início de junho representa o momento exato para desenhar o orçamento e as diretrizes de inovação.

"O evento chega no momento certo. O restante do ano vai ser muito corrido no Brasil e nós seremos desafiados a fazer o planejamento estratégico considerando esse indicador da inteligência artificial. Eu não vou só palestrar; vou para assistir e buscar insights para o planejamento do próprio escritório", conclui.

Conheça o AI Summit

O AI Summit, da EXAME e da Saint Paul Escola de Negócios, é uma iniciativa que reúne executivos, gestores e especialistas para debater como a inteligência artificial está redefinindo carreiras, processos e modelos de negócio no Brasil.

O encontro promove imersão estratégica, networking e conexão entre conhecimento técnico e decisão de negócio, com foco em temas como IA agêntica, capacitação de times, governança e impacto setorial.

O AI Summit 2026 acontece no dia 2 de junho, no prédio da EXAME, na Rua da Consolação 1601, em São Paulo. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site oficial do evento. Garanta sua vaga aqui.

Comentários

Deixe seu comentário abaixo: