Equivalentes do iFood na China são multados em R$ 520 mi por permitir restaurantes irregulares
Reguladores da China aplicaram multas que somam 3,6 bilhões de yuans (cerca de R$ 528 milhões) a plataformas de delivery por falhas no controle de restaurantes cadastrados. A penalidade atingiu gigantes como Alibaba, Meituan, PDD Holdings, além de JD.com e Douyin, o aplicativo de vídeos curtos da ByteDance.
A punição foi anunciada pela Administração Estatal para Regulação de Mercado, ou State Administration for Market Regulation (SAMR), que apontou falhas no processo de verificação de comerciantes. Segundo o órgão, as empresas permitiram a operação de lojas sem licença ou com registros falsificados.
De acordo com a agência estatal Xinhua, esta é a maior penalidade já aplicada ao setor de delivery desde a atualização da lei de segurança alimentar da China, em 2015. Além das multas, parte do valor inclui a apreensão de receitas obtidas de forma irregular.
As investigações foram impulsionadas por denúncias de “entregas fantasmas”, prática em que estabelecimentos utilizam endereços inexistentes e documentação fraudulenta para operar nos aplicativos. Em alguns casos, pedidos eram terceirizados para outros fornecedores sem o conhecimento dos consumidores.
O regulador afirmou que as plataformas não mantinham processos rigorosos de auditoria, como exige a legislação local. Após o início das apurações, todas removeram os comerciantes irregulares. Executivos e responsáveis legais pelas áreas de segurança alimentar também foram multados em um total de 19,7 milhões de yuans.
Pressão regulatória aumenta em mercado competitivo
O setor de delivery instantâneo na China, equivalente ao mercado onde operam iFood, 99 e Keeta no Brasil, vive uma disputa acirrada entre plataformas, com guerras de preços para manter participação de mercado. Esse cenário ampliou a pressão sobre margens e incentivou práticas consideradas irregulares pelas autoridades.
Nos últimos meses, reguladores intensificaram a fiscalização e emitiram alertas às empresas mais agressivas do setor, cobrando maior proteção a consumidores e comerciantes.
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