Inpasa anuncia José Olympio, ex-Safra, para novo conselho
A Inpasa, biorrefinaria de etanol de grãos, anunciou nesta segunda-feira, 2, a nomeação de José Olympio Pereira, ex-presidente do Banco J. Safra, como o primeiro integrante de seu recém-criado Conselho Consultivo, formalizado hoje.
Olympio presidiu o Credit Suisse no Brasil por dez anos e deixou a instituição em 2021. Antes disso, iniciou a carreira no Banco Garantia, onde atuou por 13 anos. É formado em Engenharia Civil pela PUC-Rio e possui MBA pela Harvard Business School.
A criação do Conselho Consultivo faz parte de um processo de modernização iniciado em meados de 2024, com foco no fortalecimento da governança e na preparação da empresa, fundada por José Odvar Lopes, para uma nova fase de expansão.
Nesse contexto, Rafael Ranzolin, que ocupou por seis anos o cargo de vice-presidente da operação brasileira, e Daniel Sarmento, da área comercial, deixaram a companhia no fim de 2024.
Em agosto de 2025, Éder Lopes, filho do fundador e então presidente da operação no Paraguai, foi anunciado como CEO da Inpasa.
A Inpasa integra o grupo Industria Paraguaya de Alcoholes S.A., nome que originou a sigla da companhia. A empresa desembarcou no Brasil em 2019, com a inauguração da primeira unidade em Sinop, no Mato Grosso.
Com a operação no país, a companhia soma cinco usinas em território brasileiro e prepara a entrada em operação de mais uma biorrefinaria neste ano, em Luís Eduardo Magalhães, na Bahia.
Com previsão de faturamento de R$ 23 bilhões em 2025, a empresa é hoje a maior produtora de etanol de milho do país e da América Latina.
Em Sinop, a unidade industrial concentra a maior produção de etanol de milho do mundo, com processamento superior a 4,6 milhões de toneladas do cereal e produção de 2,1 bilhões de litros do biocombustível.
Ao todo, a Inpasa tem capacidade de produção diária de aproximadamente 16 milhões de litros de etanol — o equivalente a 5,8 bilhões de litros por ano — e responde por cerca de 17% da produção nacional do biocombustível, segundo dados da União Nacional do Etanol de Milho (Unem) e da Sociedade de Consultoria em Agronegócio (SCA Brasil).
Entre os próximos passos estratégicos, a companhia planeja investir R$ 7 bilhões em novas unidades no Brasil em 2026, ampliando sua atuação no setor de biocombustíveis. Também prevê o desenvolvimento de biocombustíveis avançados, como o bioquerosene, voltado à demanda crescente da aviação por soluções mais limpas.
Neste mês, a empresa lançou o Fortipro, novo produto de DDGS — coproduto do processamento de milho utilizado na nutrição animal.
O Brasil é um dos maiores produtores de etanol do mundo, com uma produção anual de 36 bilhões de litros — 72% provenientes da cana-de-açúcar e 28%, do milho. Na safra 2024/2025, o país gerou 10,2 bilhões de litros de etanol de milho, com 50% desse total vindo das usinas da Inpasa.
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